Os preços do frete rodoviário subiram em junho deste ano, se comparados com o mesmo período de 2025. O valor aumentou nas principais rotas do país, segundo dados do Boletim Logístico da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgados nesta terça-feira (28).
Por outro lado, em comparação a maio, alguns destinos, especialmente do Mato Grosso, apresentaram uma queda no preço dos fretes.
Segundo a Companhia, esse movimento foi influenciado pelos custos operacionais e logísiticos somado ao desempenho da safra, que aumentou o fluxo de exportações no mês.
Em comparação a 2025, as exportações de soja (7,12%) e milho (22,13%) aumentaram, o que, segundo o boletim, impulsionou as cotações.
Exportação e Importação
No acumulado de 2026, os embarques de milho foram concentrados no Arco Norte (35,4%), enquanto as exportações de soja nessa região representaram 39,1% do total. Na sequência, os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) foram os principais terminais de escoamento desses grãos.
Até junho, as importações de fertilizantes apresentaram uma queda de 5,7% frente ao mesmo período de 2025 e somaram 18,31 milhões de toneladas.
Fluxo por estado
Entre as rotas monitoradas pelo boletim em Mato Grosso, 72% apresentaram recuo nas cotações, que oscilaram 8%. Segundo a Conab, apesar do fluxo da segunda safra de milho, o fluxo é abaixo do esperado.
“O crescimento da demanda interna do cereal, os preços pagos ao produtor e os trajetos rodoviários mais curtos compõem a conjuntura observada”, explicou a Conab em nota.
O movimento de queda também foi apresentado no Goiás e no Distrito Ferderal, puxado pela manutenção dos preços do diesel e a descontinuidade do escoamento das safras de soja e milho. Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, a cotação do frete se manteve estável.
“No estado, os fretes mantiveram-se estáveis, com incremento nos valores praticados em metade dos trechos avaliados. Os preços permaneceram sustentados pelos custos operacionais de transporte e pelo fluxo contínuo de cargas agrícolas”, destacou a Companhia.
Já na Bahia, os preços apreesentaram queda ou estabilidade. As rotas originadas em Luís Eduardo Magalhães, importante produtor de grãos do estado, apresentaram uma queda de 7% nas cotações.
“A redução da demanda em relação à temporada de pico de escoamento de grãos em abril, associada ao aumento da oferta de transportadores e, consequentemente, da concorrência, favoreceu o comportamento das tarifas”, explicou a Conab.
No Maranhão, o movimento foi de ascensão em algumas regiões, com destaque para Balsas e Tasso Fragoso, resultado do aumento da demanda após finalização da colheita da soja. As variações positivas no preço também foram observadas no Piauí.
No sudeste, os preços se mantiveram estáveis nas rotas paulistas, apesar dos atrasos na colheita em algumas regiões. Enquanto em Minas Gerais, o Boletim apontou preços declinantes e constantes.
Nas rotas paranaenses, o início da colheita do milho de segunda safra elevou a demanda por transporte nas principais regiões produtoras do estado, com custos operacionais influenciados pelo preço do combustível.
