O ex-governador e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou neste sábado (25) ser “inadmissível” a possível desconfiança da “lisura” do processo eleitoral brasileiro por demais países, como os Estados Unidos. À CNN, ele defendeu que observadores internacionais acompanhem as eleições, mas criticou a possibilidade de questionamento dos resultados das urnas.
“Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, disse.
Na sexta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores negou o visto de dois funcionários norte-americanos que viriam ao país nos próximos dias. Reportagem publicada pelo jornal americano Washington Post revelou que a comitiva dos Estados Unidos tinha planos de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas.
Como a CNN mostrou, integrantes do governo avaliam internamente que a viagem da delegação dos EUA buscaria reforçar a campanha de desinformação contra o sistema eletrônico de votação, relançada nos últimos dias a partir de declarações do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Sobre possíveis interferências nas eleições brasileiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez neste sábado (25) um alerta para que ninguém “de fora” queira “meter o dedo” no processo eleitoral.
“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, disse Lula em convenção partidária que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
A CNN consultou os demais candidatos ou pré-candidatos ao Planalto e suas campanhas sobre o assunto e aguarda respostas.
Candidato do Missão, Renan Santos afirmou que o governo de Donald Trump tenta “aprontar e gerar dúvida” no processo eleitoral brasileiro como uma forma de ajuda ao discurso de Flávio Bolsonaro, que é candidato ao Planalto.
Para o presidente do Missão, o Brasil não pode aceitar “nenhum tipo de interferência”. Ele também criticou o Executivo por não negociar corretamente com o governo americano sobre as novas tarifas impostas a produtos brasileiros.

