Um agente do Serviço Secreto integrante da equipe de segurança do vice-presidente JD Vance está sob investigação interna e foi afastado de suas funções após ser suspeito de vazar informações para uma reportagem que incluía detalhes sobre as viagens de Vance, segundo uma fonte a par do assunto.
Uma segunda fonte confirmou que autoridades identificaram uma pessoa suspeita de vazar informações sobre Vance.
A apuração está sendo conduzida pelo departamento de assuntos internos da agência, informou a primeira fonte, e não está claro se haverá alguma punição administrativa ou acusação criminal.
Suspeita-se que o funcionário tenha sido a fonte de uma reportagem recente do MS NOW sobre agentes da equipe de segurança de Vance, insatisfeitos com a suposta sobrecarga que a agenda de viagens pessoais do vice-presidente tem imposto à sua equipe de segurança.
Como parte da cobertura, o MS NOW também detalhou as viagens planejadas por Vance, incluindo um voo com seu filho em um helicóptero do Corpo de Fuzileiros Navais para uma aula de golfe — planos que acabaram sendo cancelados.
A reportagem chamou a atenção de autoridades do Serviço Secreto, do FBI e da Casa Branca, que ficaram furiosas com a divulgação de detalhes operacionais na imprensa, segundo a primeira fonte.
A CNN entrou em contato com o Serviço Secreto para solicitar um comentário. Um porta-voz do MS NOW não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
Esse desdobramento ocorre em um momento em que o governo Trump prometeu reprimir o que considera vazamentos não autorizados para a imprensa.
No início deste mês, quatro repórteres do The New York Times receberam intimações para depor perante um grande júri federal, no âmbito de uma investigação sobre reportagens que publicaram a respeito de recursos de segurança a bordo de uma nova aeronave presidencial doada a Donald Trump pelo Catar.

