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Café sobe quase 4% em Nova York com ajuste técnico no mercado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Café sobe quase 4% em Nova York com ajuste técnico no mercado

O clima para a safra brasileiro seguiu no radar do mercado futuro do café arábica na sessão desta quarta-feira (22) na Bolsa de Nova York. O principal contrato negociado para entrega em setembro encerrou o dia com queda de 1,69% e cotado em U$S 3,16 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, a pressão sobre os preços do café se deve à perspectiva de seca nas regiões cafeeiras do Brasil na próxima semana, o que deve acelerar a safra. O aumento dos estoques também pressiona o preço do robusta, após os estoques da ICE atingirem o maior patamar em quatro meses na quarta-feira.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro avançou 4,98% e terminou o dia cotado a US$ 5.328 por tonelada.

Apesar da recuperação nesta sessão, a Barchart destaca que os preços da commodity haviam atingido na quarta-feira anterior os menores níveis em dois meses, pressionados por sinais de enfraquecimento da demanda global e pela perspectiva de oferta mais ampla. Um dos fatores que reforçaram esse cenário foi a divulgação dos dados da Associação Europeia do Cacau, que mostraram queda de 4,6% na moagem de cacau da Europa no segundo trimestre, para 316.366 toneladas. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa recuo de 1,5% na comparação anual, e representa o menor volume para um segundo trimestre em seis anos.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar fecharam em queda na Bolsa de Nova York e  o vencimento para outubro recuou 0,94% e encerrou o pregão cotado a 14,74 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, o mercado continua pressionado pela melhora das chuvas de monção na Índia, um dos principais produtores globais da commodity. Dados do Departamento Meteorológico da Índia mostram que o acumulado de precipitações no país estava 19% abaixo da média até 22 de julho, uma recuperação significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho. A melhora das condições climáticas reforça as perspectivas para a safra de cana-de-açúcar e amplia as expectativas de oferta.

As perdas, no entanto, foram parcialmente limitadas pela valorização do petróleo. O contrato do WTI avançou mais de 2% e atingiu o maior nível em seis semanas, movimento que fortalece a competitividade do etanol. Com preços mais elevados para o biocombustível, usinas podem direcionar uma parcela maior da cana para a produção de etanol, reduzindo a fabricação de açúcar e restringindo a oferta da commodity no mercado internacional.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja fecharam em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 4,52% e encerrou o pregão cotado a US$ 1,50 por libra-peso.

Algodão 

Os contratos futuros do algodão encerraram com alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 0,86% e fechou cotado a 81,11 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo informações do mercado, os contratos da fibra seguiram sustentados durante a sessão desta quarta-feira, com ganhos entre 44 e 100 pontos. O movimento foi favorecido pela valorização do petróleo, que avançou mais de US$ 2 por barril, enquanto o índice do dólar registrou leve queda, aumentando a competitividade das commodities negociadas na moeda norte-americana.

O cenário também contou com indicadores de oferta. O índice Cotlook A avançou 35 pontos em 20 de julho, para 88 centavos de dólar por libra-peso. Já os estoques certificados de algodão da ICE recuaram em 3.565 fardos em 21 de julho, totalizando 94.235 fardos. Além disso, o preço mundial ajustado da fibra subiu 3,52 centavos na última semana, para 65,37 centavos de dólar por libra-peso.

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