A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta segunda-feira (20), ações de prevenção e resposta para eventuais impactos climáticos devido a intensificação do El Niño. Segundo o prefeito, Eduardo Cavaliere, essa é uma preparação que ocorreria para o verão e está sendo antecipada.
O El Niño é um fenômeno climático que se caracteriza por um aquecimento atípico do Oceano Pacífico Equatorial e que pode causar episódios de calor acima da média. Além de influenciar o padrão de chuvas, causando maior precipitação no sul e secas no norte.
Eduardo Cavaliere afirma que a cidade está antecipando a preparação que já ocorre todos os anos para lidar com o verão, porque o aquecimento fora do comum é um dos efeitos do “super El Niño”.
De acordo com o prefeito, não é possível impedir que o El Niño tenha efeitos sobre o clima do Rio de Janeiro, já que é uma cidade de clima tropical, úmido, com chuvas e calor intenso.
“Temos grandes obras de infraestrutura, como o PAC no Jardim Maravilha, PAC em Acari, na Maré, na Rocinha e o PAC em Realengo, com a construção de dois piscinões, um já em andamento e outro em fase de projeto de expansão. São áreas mais sensíveis, mais sujeitas a eventos extremos e riscos no próximo verão. Todas as ações são feitas justamente para minimizar os impactos desse fenômeno, com estratégias de prevenção, treinamento permanente e contínuo da Defesa Civil, integração dos órgãos e as subprefeituras envolvidas” afirma Cavaliere,
A ação de resposta da cidade passa pelo COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência) para monitoramento metereológico e conta, segunda a prefeitura, com radares, pluviômetros, estações meteorológicas e sistemas de acompanhamento de núcleos de chuva, raios e riscos de deslizamentos.
O calor intenso
As projeções da prefeitura apresentam 81% de possibilidade que o El Niño seja muito forte entre outubro e dezembro, com seus efeitos podendo se estender ao longo do verão.
Os possíveis efeitos do El Niño no Rio incluem períodos de temperaturas acima da média e alterações no regime de chuvas, forçados pelas chuvas no Sul e as secas no Norte e Nordeste do país.
O planejamento para combater o calor extremo deve combinar informações climáticas e dados de saúde para orientar a população carioca, principalmente os mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas em situação de rua.
Os níveis de calor são monitorados pelo Alerta Rio apresentam cinco níveis de risco, medidos ao combinar temperatura, a umidade relativa e o tempo de permanência dessas condições. A classificação também considera a previsão para três dias consecutivos e é atualizada a cada quatro horas.
São cinco níveis de risco (calor 1 a calor 5), definidos pelo índice de calor, combinando temperatura e umidade relativa do ar, além do tempo de permanência dessas condições. As mudanças de nível serão comunicadas pelo COR-Rio à população pelos canais oficiais.
Entre as ações que devem ocorrer, também estão o fortalecimento da comunicação de risco, a orientação da população e a preparação das unidades de saúde, com treinamento específico dos profissionais das unidades de urgência e emergência e da Atenção Primária.
Os níveis de calor e as ações a serem tomadas em cada um dos casos está disponível no site do Cor (Centro de Operações e Resiliência) da Prefeitura do Rio de Janeiro.
*Sob supervisão de AR.

