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Petroleiro é atingido por projétil no Estreito de Ormuz, diz agência

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 10 horas)
Petroleiro é atingido por projétil no Estreito de Ormuz, diz agência

Um petroleiro foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, segundo o centro de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido).

A ocorrência, que aconteceu a cerca de 14 quilômetros a nordeste de Limah, em Omã, foi relatado por volta das 16h10, horário da costa leste dos EUA (17h10, em Brasília) nesta segunda-feira (20).

“Recomenda-se que as embarcações naveguem com cautela e relatem qualquer atividade suspeita ao UKMTO”, afirmou o órgão britânico de monitoramento do transporte marítimo em seu relatório.

Mais cedo, o UKMTO havia informado que duas embarcações foram atingidas por projéteis no domingo (19), ao largo da costa de Omã e dos Emirados Árabes Unidos.

O UKMTO monitora o tráfego marítimo no Golfo Pérsico, no norte do Oceano Índico e no Mar Vermelho.

O centro tem recebido um número crescente de chamadas de emergência desde o início do conflito com o Irã, no final de fevereiro.

Tráfego no Estreito de Ormuz

O tráfego diário de navios pelo Estreito de Ormuz vem caindo de forma consistente desde o colapso das negociações entre Estados Unidos e Irã. Nas últimas 24 horas, apenas nove embarcações passaram pela via marítima, segundo dados do MarineTraffic.

Os dados de fonte aberta mostram que sete navios de carga entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio-tanque e um navio de carga saíram em direção ao Golfo de Omã.

Esse movimento limitado pelo estreito contrasta fortemente com a situação de cinco meses atrás, antes do conflito entre EUA e Irã, quando uma média de 130 navios atravessava a passagem diariamente, de acordo com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Novos ataques entre os EUA e o Irã aumentam as preocupações com a segurança das embarcações e prejudicam o transporte de petróleo por um canal crucial para as exportações. Várias embarcações comerciais foram relatadas como tendo sido atingidas pelo Irã em uma tentativa de afirmar controle sobre o estreito.

A falsificação de sinais de GPS, um tipo de interferência de navegação que faz com que as posições transmitidas pelos navios apareçam em locais incorretos, continua sendo uma preocupação em toda a região.

A interferência persiste há meses, às vezes deslocando as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de quilômetros e tornando mais difícil monitorar o tráfego pela via marítima.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?