Uma oficiala de justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi alvo de uma grave agressão durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Hortolândia, no interior paulista. O incidente, ocorrido na última sexta-feira (17), envolveu o uso de uma marreta de 6,6 quilos por parte de um homem que se opôs à retirada de um veículo em uma oficina de funilaria.
O suspeito foi preso em flagrante, e a detenção foi posteriormente convertida em preventiva.
Dinâmica da agressão em Hortolândia (SP)
A diligência era conduzida pela servidora que realizava a apreensão de um veículo. Segundo o relato da oficiala, o procedimento transcorria dentro dos protocolos legais até a chegada de um homem que se identificou como representante do possuidor do bem.
O indivíduo passou a proferir ameaças, afirmando que o automóvel não seria levado e que iria destruí-lo. Ao perceber a exaltação do agressor, a oficiala posicionou-se à frente do representante da instituição financeira que a acompanhava.
O homem então utilizou uma marreta dinâmica da própria oficina para desferir um golpe contra o grupo. A ferramenta atingiu o rosto do representante bancário, causando grave sangramento.
Após o ataque, o agressor tomou as chaves, identificou-se como integrante de grupo criminoso e fugiu com o veículo.
Prisão e riscos da profissão
Após a fuga, a oficiala acionou a Guarda Civil Municipal e prestou socorro à vítima, encaminhada ao Hospital Mário Covas. O suspeito foi localizado e preso após trabalho integrado com a Polícia Civil. O veículo foi recuperado e restituído ao banco.
Em notas oficiais, o TJSP e associações como a AOJESP repudiou os atos de violência, classificando-os como inaceitáveis e reforçando que tais situações são frequentemente registradas como tentativa de homicídio.
A categoria reivindica o fortalecimento de políticas de segurança para minimizar os riscos diários enfrentados durante o cumprimento de ordens judiciais.

