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Milei vai se encontrar com Tarcísio durante viagem a São Paulo

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Milei vai se encontrar com Tarcísio durante viagem a São Paulo

O presidente argentino, Javier Milei, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terão uma agenda conjunta nesta semana. A informação foi confirmada pela CNN Brasil por fontes sob reserva do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Apesar da confirmação, ainda não foram divulgadas informações acerca do conteúdo da pauta entre Milei e Tarcísio. Mais informações da agenda devem ser divulgadas nos próximos dias pelos dois governos.

O encontro entre os dois políticos ocorre no contexto da visita de Milei ao Brasil para participar da convenção nacional do PL (Partido Liberal) neste sábado (25) na capital paulista. O evento da sigla será o lançamento oficial da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

A presença do argentino já havia sido confirmada pelo próprio presidente durante entrevista a uma rádio argentina no dia 10 de julho. “No dia 25, viajo para o Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, e vou”, declarou na entrevista.

A delegação prevista para acompanhar Milei será formada pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno; pela secretária-geral da Presidência e irmã de Milei, Karina Milei; e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro

Quando anunciada a presença na convenção do PL, Javier Milei também havia falado a pretensão de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o qual compartilha a mesma corrente ideológica. “Vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar o Jair Bolsonaro”, disse na entrevista de 10 de julho.

No entanto, no último sábado (18), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido da defesa do ex-chefe do Executivo de receber a vista do argentino.

Na justificativa, Moraes sinalizou as novas restrições, como a proibição de visitas pelo período de 30 dias, após a leitura de uma carta de Bolsonaro feita por Flávio ser considerada restrição das medidas de comunicações externas previamente determinadas.

A defesa de Bolsonaro alegou que o cliente desconhecia que a carta seria divulgada publicamente nas redes sociais, argumento integralmente rejeitado por Moraes. A decisão de não autorizar que Bolsonaro receba visitas impede que o ex-presidente atue de forma política e eleitoral.

Com informações de Leticia Martins e Fernanda Fonseca