O diretor Christopher Nolan, 55, comparou o advento da IA (Inteligência Artificial) ao Cavalo de Troia, retratado em seu novo filme “A Odisseia”, atualmente nos cinemas.
Para o cineasta, é “encorajador” perceber que grande parte da população, principalmente a mais jovem, tem encarado a tecnologia com um certo ceticismo, desconfiando de tudo o que é criado e disseminado na internet.
“Acho que a IA é um cavalo de Troia no qual todo mundo sabe que os gregos estão lá dentro”, declarou o vencedor do Oscar ao canal “HugoDécrypte”, no YouTube. “Nunca vi uma tecnologia avançar tão rapidamente e ser tão completamente rejeitada pelo público”, emendou.
Nolan avaliou que o ceticismo do público em relação à IA é algo saudável, já que a tecnologia oferece “grandes presentes”, ao mesmo tempo em que é necessário encará-la sem uma fé cega.
O diretor afirmou que pessoas com a idade dos filhos dele costumam chamar vídeos fabricados e vendidos como algo real de “lama de IA”, termo que ele aprova.
Christopher Nolan, vale ressaltar, já se posicionou contra o uso de IA em algumas ocasiões. Em 2023, o Sindicato de Diretores da América, do qual ele é presidente, promoveu uma greve de roteiristas e atores para discutir os riscos do uso dessa tecnologia em produções cinematográficas.
Ao The New York Times, o cineasta já afirmou que é tecno-ético. “Eu me abro para novas tecnologias o tempo todo, mas elas tendem a ser vendidas às pessoas em detrimento de sistemas que ainda podem ser válidos e viáveis”, avaliou.
“A Odisseia”: veja quem é quem em filme épico de Christopher Nolan

