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Após proibição de ver Bolsonaro, Flávio diz que não se rebaixa para tirano

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Após proibição de ver Bolsonaro, Flávio diz que não se rebaixa para tirano

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (18) durante evento no Espírito Santo que não vai “abaixar cabeça para tirano nenhum”. A fala ocorre no dia seguinte ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), impor novas restrições a Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

O magistrado proibiu Flávio de visitar o pai.

“Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum, eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre quer construir pontes. Eu vou continuar sendo assim, mas entendam que quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser a que todos voltem a cumprir a Constituição”, disse Flávio durante discurso no evento de lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal nesta manhã.

Em decisão publicada nesta sexta-feira (17), Moraes suspendeu por 30 dias o direito de Jair Bolsonaro receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.

Foram vetadas ainda, visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, assim como a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

No caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro e inscrito como advogado do ex-presidente, permanece em vigor a restrição que impede visitas ao pai durante o período de 90 dias. A medida foi mantida após o parlamentar divulgar, em 11 de julho, uma carta escrita pelo pai nas redes sociais.

“Peço a Deus para resgatar alma de Moraes”

Flávio ainda disse que não busca vingança e pede a Deus para que a alma de Alexandre de Moraes seja “resgatada”.

“Eu não estou buscando vingança de nada, peço a Deus que possa resgatar aquela alma [Alexandre de Moraes]. Não tem ninguém que está acima da lei, por que ele acha que pode? Por que a esposa dele recebe R$ 129 milhões? Para fingir que está advogando e ele faz advocacia administrativa. Por que  ele está acima da lei? Por que nenhuma investigação começa?”, indagou o senador.

O parlamentar voltou a falar que, caso vença as eleições, irá subir a rampa do Palácio do Planalto com os condeados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, inquérito em que Moraes é relator.

“Apesar do Alexandre de Moraes ser a pessoa que está fazendo tanto mal para o Brasil, tem pessoas aqui que serão anisitiadas, subirão a rampa comigo”, disse.

O senador também comentou que, sendo eleito, os policias federais poderão investigar livremente e com mais autonomia.

“As instituições estão aparelhadas. Policiais federais deste Brasil, vocês voltarão a ter autonomia para trabalhar, vocês voltarão a ir atrás de bandido de verdade. Vocês serão valorizados a partir de 2027. Mas vocês que estão se prestando a um papel de destruir um país, cumprindo ordens ilegais, vocês vão cumprir a lei”, declarou.