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Análise: Irã diz que não cumprirá acordos após ataques dos EUA

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Análise: Irã diz que não cumprirá acordos após ataques dos EUA

O Irã anunciou, neste sábado (18), que não vai mais cumprir os compromissos do acordo temporário de paz assinado com os Estados Unidos no mês passado. A declaração oficial foi feita após uma série de ataques americanos contra posições iranianas, e marca uma nova escalada no conflito no Oriente Médio. O analista-sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, comenta o tema ao Agora CNN.

Segundo Américo Martins, analista de Internacional da CNN, a declaração partiu do vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabad, que afirmou que o país estava suspendendo todos os seus compromissos relativos ao acordo.

“O Irã oficialmente declara que não tem mais nenhuma intenção de seguir o que concordou com os americanos”, explicou Martins. A posição iraniana vem pouco mais de uma semana depois do presidente americano, Donald Trump, ter declarado, por sua vez, que aquele mesmo acordo havia acabado.

“Os dois lados têm declarações oficiais de que não vão respeitar os termos do que tinham concordado”, destacou o analista.

Ataques atingem infraestrutura civil

Na madrugada deste sábado (18), os Estados Unidos realizaram o seu sétimo ataque consecutivo contra posições no Irã, destruindo pelo menos uma planta de dessalinização de água e mais pontes, classificadas como infraestruturas civis.

De acordo com Martins, essas plantas são de extrema importância na região, especialmente nos arredores do Golfo Pérsico, onde a escassez de água é significativa. Como consequência direta do ataque, 20 cidades se encontram, neste momento, sem abastecimento de água.

“Na prática, os ataques não só continuam sendo muito fortes, mas estão sendo ampliados, inclusive com alvos em pontos de infraestrutura civil, o que é muito polêmico e pode ser inclusive considerado crime de guerra”, afirmou o analista.

Irã retalia Kuwait e Bahrein

Em resposta, o Irã retomou sua ofensiva contra países da região. Segundo o governo do Kuwait, o Irã lançou pelo menos um míssil contra uma usina de dessalinização no país vizinho.

O Kuwait depende muito mais do processo de dessalinização do que o Irã, tornando o ataque particularmente grave para a população local. Teerã também retomou a ofensiva contra Bahrein, ampliando o alcance do conflito na região.

O Estreito de Ormuz permanece, na prática, fechado, com pouquíssimas embarcações circulando pela região. Martins apontou que países como Catar e Paquistão continuam tentando mediar o diálogo entre os dois lados, mas sem nenhum progresso concreto.

“Infelizmente, a gente não tem nenhum sinal de alguma saída diplomática neste momento”, concluiu o analista, indicando que a possibilidade de um retorno de Irã e Estados Unidos à mesa de negociações está cada vez mais distante.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.