O longa “A Hora da Estrela” foi escolhido para representar o Brasil na Mostra de Cinema Brasileiro, que aconteceu durante o 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China. O feito envolvendo o filme acontece 41 anos após seu lançamento oficial.
A produção foi a única não contemporânea entre 9 títulos para representar a importância do audiovisual brasileiro no evento.
Para Marcélia Cartaxo, intérprete da protagonista Macabéa, existe um sentimento de gratidão em relação à longevidade da obra da diretora Suzana Amaral.
“O filme entrou para a história, é um marco do cinema brasileiro. Vai ficar imortalizado para toda a vida. Fico muito feliz que os chineses possam ter a oportunidade de conhecer essa história, mesmo que 40 anos depois de sua estreia oficial; pois a obra ainda permanece atual de diversas formas”, declara.
Além de “A Hora da Estrela”, o 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai exibiu longas brasileiros como:
- “Coração das Trevas”, de Rogério Nunes;
- “Papaya”, de Priscilla Kellen;
- “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, de Brenda Lígia e Edu Felistoque;
- “Feito Pipa”, de Allan Deberton;
- “Para Vigo me Voy!”, de Lírio Ferreira e Karen Harley; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
- “O Deserto de Luiza”, de Alan Minas;
- e “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias.
Trajetória
“A Hora da Estrela” estreou em 1985 no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, garantindo 6 prêmios. Entre eles estão o de Melhor Filme e Melhor Direção. No ano seguinte, garantiu o Prêmio da Crítica e o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale).
Já construindo a importância do cinema brasileiro nos circuitos internacionais, o longa foi o escolhido para representar o Brasil no Oscar do mesmo ano.
O filme é uma adaptação do livro de Clarice Lispector (1920-1977), lançado em 1977.

