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Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Após internação de Milton Nascimento, veja fatores de risco da pneumonia

A internação do cantor Milton Nascimento por um quadro de pneumonia chama a atenção para uma doença que continua entre as principais causas de hospitalização, especialmente entre idosos. Embora possa atingir pessoas de qualquer idade, a infecção costuma apresentar maior risco de complicações em pacientes mais velhos, com doenças crônicas, imunidade comprometida ou alterações neurológicas.

Segundo boletim divulgado nas redes sociais do artista, Milton foi internado na quinta-feira (16), está clinicamente estável, apresenta boa evolução e deve receber alta nos próximos dias para continuar o tratamento em casa.

A pneumonia é uma infecção respiratória aguda que provoca inflamação dos alvéolos pulmonares, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas gasosas nos pulmões. Com a inflamação, esses alvéolos podem se preencher com líquido ou secreções, dificultando a oxigenação do organismo e, nos casos mais graves, levando à insuficiência respiratória. A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos.

Apesar de poder acometer qualquer pessoa, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade à doença e às suas complicações.

  • Idosos: o envelhecimento está entre os principais fatores de risco para pneumonia. Com o avanço da idade, o sistema imunológico perde parte da capacidade de responder a infecções e é comum que existam outras doenças associadas, o que favorece tanto o desenvolvimento da pneumonia quanto o agravamento do quadro.
  • Pessoas com doenças crônicas: diabetes, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares crônicas, insuficiência renal e outras enfermidades podem aumentar a suscetibilidade à pneumonia. Essas condições comprometem os mecanismos naturais de defesa do organismo e dificultam a recuperação após a infecção.
  • Imunidade comprometida: pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados ou que utilizam medicamentos imunossupressores, como corticoides em altas doses, também apresentam maior risco de desenvolver pneumonia, já que o organismo tem mais dificuldade para combater agentes infecciosos.
  • Doenças neurológicas: condições neurológicas, como Parkinson, demências e sequelas de AVC, também estão entre os fatores de risco. Isso porque esses pacientes podem apresentar dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou até saliva, aumentando o risco de aspiração para os pulmões e, consequentemente, de pneumonia aspirativa. A literatura médica inclui doenças neurológicas entre os fatores que favorecem esse tipo de infecção.
  • Tabagismo e álcool: fumar prejudica os mecanismos naturais de defesa dos pulmões, enquanto o consumo excessivo de álcool compromete a resposta imunológica e aumenta o risco de aspiração. Ambos são fatores reconhecidos para o desenvolvimento da doença.

De olho nos sintomas e em como se prevenir

Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, falta de ar, dor no peito ao respirar ou tossir, produção de catarro e cansaço intenso. Em idosos, porém, a pneumonia pode se manifestar de forma menos típica, com confusão mental, perda da capacidade funcional e piora de doenças preexistentes, mesmo sem febre elevada.

A vacinação contra o pneumococo, influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório, quando indicada, está entre as principais formas de prevenção. Também ajudam a reduzir o risco manter a vacinação em dia, evitar o tabagismo, controlar doenças crônicas, adotar hábitos saudáveis e higienizar as mãos com frequência.

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