O governo do Reino Unido pediu à Fifa que investigue a exibição de uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” por jogadores da Argentina após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo, disputada na quarta-feira (15), em Atlanta.
Nesta quinta-feira (16), o secretário de Negócios e Comércio britânico, Peter Kyle, afirmou que a entidade máxima do futebol deve realizar uma investigação “exaustiva” sobre o episódio, ocorrido após o apito final da partida.
Segundo o ministro, a manifestação contraria um dos princípios da competição.
“A política deve ficar separada do futebol. Na verdade, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política fique separada do futebol. Agora, essa é uma questão que cabe à Fifa. Esperamos que ela conduza uma investigação sobre o assunto”, declarou Kyle à emissora britânica BBC.
A posição foi reforçada por um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que reiterou a posição britânica sobre a soberania das ilhas.
“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são. Nossa posição não mudou. A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas. Nosso compromisso nunca vacilará”, afirmou o representante de Downing Street.
A faixa foi exibida por diversos jogadores argentinos após o fim da partida e colocada sobre o gramado do estádio por Giovani Lo Celso. O porta-voz do governo britânico acrescentou que qualquer eventual punição ou medida disciplinar relacionada ao caso cabe exclusivamente à Fifa.
As Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul, a cerca de 600 quilômetros da costa da Argentina, são alvo de uma disputa de soberania entre os dois países. Em 1982, o território foi palco de um conflito armado que durou 74 dias e resultou na morte de 649 argentinos e 255 britânicos. Desde o fim da guerra, a Argentina mantém a reivindicação pela soberania do arquipélago, administrado pelo Reino Unido.
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