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Tarifaço dos EUA deve excluir minerais críticos brasileiros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Tarifaço dos EUA deve excluir minerais críticos brasileiros

A lista de produtos que podem ficar fora do novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil inclui uma ampla relação de minerais e insumos considerados estratégicos para a indústria americana, como minério de ferro, grafite, nióbio, terras raras, cobre, níquel e cobalto.

A relação consta no anexo da proposta apresentada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), que prevê uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros vendidos ao mercado americano.

Os códigos incluídos no documento ficariam dispensados da sobretaxa.

Entre os produtos minerais listados estão minério de ferro aglomerado e não aglomerado, minérios e concentrados de manganês, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho e cromo. Também aparecem diferentes tipos de grafite natural, fosfatos, magnesita, barita e fluorita.

A lista alcança ainda minerais críticos de maior peso estratégico. O USTR incluiu minérios e concentrados de tungstênio, urânio, tório, molibdênio, titânio, nióbio, tântalo, vanádio, prata e antimônio.

As exceções não estão restritas à matéria-prima mineral. O anexo também contempla produtos com algum nível de processamento, como ferroníquel, ferronióbio, metais de terras raras, óxido e hidróxido de lítio, carbonato de lítio, óxido de nióbio e compostos de terras raras.

Na prática, a seleção mostra a preocupação dos Estados Unidos em não encarecer insumos dos quais a indústria americana depende e que não são produzidos internamente em quantidade suficiente. O próprio USTR afirma que as exceções foram propostas para evitar falta de matérias-primas, problemas de abastecimento e impactos mais amplos sobre a economia do país.

O Brasil é um fornecedor relevante dos Estados Unidos em algumas dessas cadeias, especialmente em minério de ferro e nióbio. A inclusão do ferronióbio é particularmente importante porque o produto representa uma das principais exportações minerais brasileiras ao mercado americano e é usado na fabricação de aços especiais.

A relação também reforça o interesse americano em preservar o acesso a minerais críticos em meio à tentativa de reduzir a dependência da China. Produtos ligados a terras raras, lítio, grafite, níquel e cobalto são usados em baterias, equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa e tecnologias de energia limpa.

A lista, no entanto, ainda não deve ser tratada como definitiva.

O documento publicado pelo USTR é uma proposta submetida a consulta pública, e os códigos tarifários podem ser incluídos ou retirados na decisão final.

A decisão final deve ser tomada até o fim desta quarta-feira (15).

Como noticiado pela CNN, o chefe do USTR, Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo Lula que já levou ao presidente Donald Trump a recomendação final para um novo tarifaço sobre produtos brasileiros, mas sinalizou a ampliação da lista de exceções.

Na última reunião entre os dois países, realizada nesta terça-feira (14), Greer deu as negociações por encerradas e reclamou da falta de empenho do Brasil, segundo relatos feitos à CNN.

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