O Irã deve continuar a se defender e, ao mesmo tempo, se manter aberto a negociações diplomáticas, afirmou o principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (15) pela emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB).
Segundo ele, o Irã está envolvido em um conflito “fundamental e existencial” com os EUA.
“Nunca desejamos a guerra, e não a desejamos agora, mas devemos estar sempre preparados para o combate e prontos para defender nossa segurança nacional e nossos interesses com a própria vida”, disse Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano. “Ao mesmo tempo, devemos também utilizar a diplomacia e as negociações para promover e consolidar nossos interesses nacionais.”
Ghalibaf alertou que Teerã “não tem motivos para permanecer comprometido com um acordo se não existir nenhum benefício dele” e que “as forças armadas têm total liberdade de ação” para responder a agressões inimigas.
Ele defendeu a manutenção dos “arranjos iranianos” no Estreito de Ormuz, que permitem ao Irã controlar a via navegável, e acusou os EUA de “tentarem enfraquecer os arranjos iranianos por meio da força”. Ele insistiu que “nossa segurança nacional depende da preservação” do controle sobre o estreito.
O político também dirigiu uma mensagem aos iranianos que vivem no sul do país, região frequentemente alvo de ataques aéreos.
“Vocês são a força vital do Irã, e nós sacrificaríamos nossas vidas por vocês mil vezes”, disse Ghalibaf.
Pelo menos sete militares iranianos morreram em ataques dos Estados Unidos realizados durante a noite desta quarta-feira (15) contra uma base militar na cidade de Bampur, no sudeste do país, informou o Exército do Irã à mídia estatal iraniana.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) disse que atingiu “dezenas de alvos militares” nesta nova rodada de ataques que durou sete horas.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

