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Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Brasil precisa de orçamento base zero, diz Daniella Marques

Daniella Marques, coordenadora de propostas econômicas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a adoção de um “orçamento base zero” no Brasil e a reformulação da governança fiscal do país.

Em entrevista ao CNN 360º desta quarta-feira (15), ela detalhou o plano econômico que vem sendo desenvolvido para uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Segundo Daniella, o Brasil enfrenta atualmente uma gestão ineficiente dos ativos da União. “Talvez as pessoas se atentem um pouco ao que foi a destruição em termos de governança, o descontrole de gasto e a magnitude do gasto que foi feito, principalmente nesse último ano, nesse terceiro governo do Lula”, afirmou.

Diante desse cenário, Daniella defendeu que o passo prioritário não é discutir micromedidas de corte, mas sim reformular a estrutura de governança fiscal. “Hoje eu acho que precisa de um orçamento base zero e uma governança, como você tem na política monetária”, declarou.

Ela explicou que um modelo do comitê de política monetária opera com transparência, metas e obrigações compartilhadas. Segundo Daniella, a política fiscal carece de mecanismo equivalente.

A coordenadora afirmou que o pré-candidato Flávio Bolsonaro já assumiu publicamente o compromisso de colocar as contas em ordem como prioridade número um, além de propor uma PEC ainda no período de transição de governo.

Segundo ela, o plano econômico de Flávio prevê, além da reformulação da governança, mecanismos de controle da trajetória da dívida e cortes de despesas em privilégios e gastos tributários.

“A gente está indo para um cenário de dominância fiscal, a ideia é reancorar as expectativas, dar um choque de credibilidade, fazer um ajuste de largada e a própria curva vai fazer uma parte do trabalho a hora que você recupera a credibilidade”, afirmou Daniella.

Comparativo com atual governo

Daniella traçou um comparativo entre diferentes períodos de governo para ilustrar o agravamento das contas públicas. Ela destacou que, durante a pandemia, a gestão de Jair Bolsonaro gastou R$ 700 bilhões para “salvar vidas, empresas e empregos”, e que, no ano seguinte, já se produziu um superávit.

“Foi o primeiro governo que entrou com uma dívida/PIB menor do que saiu. Esse agora assumiu com 71,67% e está entregando acima de 80%, mas com uma desgovernança absoluta da gestão dos ativos da União”, disse.

Para ela, o orçamento se tornou “uma peça de ficção totalmente congelada”, na qual o poder executivo tem margem zero para governar. A economista também criticou a dinâmica entre os três poderes no controle do orçamento.

“O Congresso ordenava gastos. R$ 3 bilhões de gasto. Aí vinha, estava fora do teto de gasto. A área técnica recomendava o veto ao presidente. O presidente pedia o veto, seguindo a área técnica, se não descumpria o teto. Aí o Congresso vai lá e derruba o veto, e você fica com o problema”, relatou.

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