O ex-monitor de uma escola municipal de São João Nepomuceno, em Minas Gerais, foi demitido após denúncias envolvendo importunação sexual contra alunas da instituição.
Segundo a Polícia Militar, dois casos foram registrados até o momento. Na primeira ocorrência, o pai de uma aluna relatou que, ao verificar o aparelho celular da filha, identificou mensagens enviadas por meio do Instagram, supostamente encaminhadas pelo então monitor do colégio.
De acordo com o registro, o conteúdo das mensagens demonstrava interesse do adulto em encontrar-se com a menor desacompanhada, fato que motivou a procura da direção da escola.
Diante o relato, o Instagram bloqueou a conversa e suspendeu a conta envolvida por 180 dias, apontando possível violação das diretrizes da plataforma relacionadas à interação entre um adulto e uma menor de idade.
O pai informou também que havia registros de envio de fotografias em modo de visualização única, mas o conteúdo não pôde ser identificado.
Em uma segunda ocorrência, o pai de outra estudante da mesma escola informou que foi procurado pela direção da instituição após tomar conhecimento das denúncias envolvendo o ex-monitor. Segundo o relato, além da situação envolvendo a primeira aluna, o suspeito teria criado perfis falsos em redes sociais para realizar ameaças contra o pai da criança que denunciou os fatos e, conforme informações repassadas pela direção da escola, também teria ameaçado outras estudantes.
Após as denúncias, a direção orientou que os responsáveis buscassem as alunas na escola, visando resguardar a segurança das crianças.
Medidas adotadas
Conforme informado, a direção da unidade escolar adotou medidas administrativas, desligando o funcionário de suas atividades e comunicando o caso à Secretaria Municipal de Educação.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o primeiro boletim de ocorrência foi de um caso fora das escolas municipais. Veja nota na íntegra:
“Este Auxiliar de Aprendizagem foi afastado assim que tomamos conhecimento do caso. Como o primeiro boletim de ocorrência foi de um caso fora das nossas escolas municipais, não tomamos conhecimento dele até o registro do segundo. E é exatamente no primeiro que consta a acusação do crime sexual. Já em relação ao segundo boletim, a família procurou a Secretaria Municipal de Educação, assim procedemos com o desligamento do funcionário e orientamos a família no registro junto à Polícia imediatamente. E neste segundo caso, o responsável afirma que viu mensagens, mas não nos relatou cunho sexual.”
As ocorrências foram registradas e encaminhadas às autoridades competentes. Os fatos estão sendo apurados pela Polícia Civil, que dará prosseguimento às investigações. Os envolvidos foram orientados a apresentar todos os elementos de prova disponíveis para ajudar com as apurações.
*Sob supervisão de AR.

