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Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira

O mercado do café encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda na Bolsa de Nova York. O contrato do arábica com vencimento em setembro recuou 1,18% e fechou cotado a US$ 3,26 por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços oscilaram ao longo do pregão em um ambiente de baixa liquidez, fator que ampliou a volatilidade das negociações.

Na avaliação da Hedgepoint Global Markets, os fundamentos seguem pressionando as cotações diante da expectativa de uma safra recorde de café no Brasil no ciclo 2026/27. Apesar desse cenário de maior oferta, alguns fatores continuam dando sustentação ao mercado.

Entre eles estão os estoques reduzidos nos países consumidores, o atraso no ritmo da colheita brasileira e o risco de impactos do El Niño sobre a produção em outras origens, o que mantém os investidores atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Cacau

O contrato do cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão em queda de 0,62% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.806 por tonelada.

As cotações acumulam a terceira sessão consecutiva de desvalorização, refletindo o alívio nas preocupações com a oferta após notícias divulgadas na última sexta-feira sobre a evolução das entregas de cacau na Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity.

Agora, as atenções do mercado se voltam para os dados de moagem de cacau do segundo trimestre na Ásia, Europa e América do Norte, que serão divulgados ao longo desta semana e servirão como um importante indicador da demanda global.

As projeções apontam para uma retração de 1,5% na moagem na Europa e de 1% na América do Norte. Em contrapartida, a expectativa é de crescimento de 9% na Ásia, reforçando a recuperação da demanda observada na região desde o primeiro trimestre.

Açúcar

O contrato do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York, com ganho de 0,88%.

De acordo com o Barchart, o mercado reagiu positivamente após a decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

A expectativa é que a medida aumente a demanda por etanol e incentive parte das usinas brasileiras a direcionar uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar e dando sustentação aos preços da commodity.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, a safra recorde 2026/27 no Centro-Sul do Brasil continua pressionando as cotações, que chegaram aos menores níveis desde 2020. Apesar disso, riscos climáticos que podem comprometer a produção no Hemisfério Norte durante a temporada 2026/27 oferecem suporte às cotações no médio prazo e sustentam o prêmio do açúcar branco.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro fechou o pregão com leve queda de 0,79%, cotado a 80,87 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado físico, o relatório semanal de acompanhamento das lavouras dos Estados Unidos mostrou que 60% da safra já havia formado maçãs até o último domingo, um ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos. A formação de cápsulas atingiu 22%, em linha com a média histórica.

Já a qualidade das lavouras apresentou deterioração. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 44% das áreas foram classificadas entre boas e excelentes, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

Entre os principais estados produtores, o Texas registrou uma piora de sete pontos na avaliação das lavouras, enquanto a Geórgia apresentou melhora de dois pontos em relação à semana anterior.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 2,22% em que o contrato fechou negociado a US1,40 por libra-peso.

https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/cafe-ficou-quase-16-mais-barato-em-um-ano-e-deu-folego-a-consumidor/

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