Em entrevista ao CNN Agro News, nesta segunda-feira (13), o diretor da Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel), João Marcello, destacou que o setor de mel está otimista sobre a revisão das tarifas de 25% propostas pelo USTR (Representante Comercial dos EUA) devido a ampla dependência do produto brasileiro pelos americanos.
Caso a recomendação seja seguida, as tarifas de importação podem entrar em vigor na próxima quarta-feira (15). Segundo apurou a CNN, os bastidores do Palácio do Planalto já precificam as novas tarifas e impõe pessimismo sobre a reversão do cenário após a audiência pública realizada com a presença do setor privado em Washington na última semana.
Marcello reforça as perspectivas positivas do setor de mel nas tratativas, devido ao diferencial da produção nacional. “A abelha africanizada, mistura da espécie africana com europeia, é nossa vantagem competitiva frente a outros países. Assim, conseguimos produzir um mel que respeita as normas orgânicas, longe de fontes de contaminação”, explicou.
“Cada segmento tem sua particularidade, o segmento do mel orgânico possui enquadramento para ser isento das tarifas, pois, além de possuir características quase insubstituíveis no mercado, 75% do mel orgânico demandado pelos EUA é proveniente do Brasil”, destacou.
Outro ponto destacado pelo representante foi a participação dos americanos na defesa do setor. “Dois dos maiores importadores de mel orgânico e o maior envasador de mel dos EUA mantiveram o ponto de vista da indústria americana, defenderam e fortaleceram a nossa representação durante a audiência, o que foi muito importante para concentrarmos nossa defesa de maneira sólida”, concluiu.
UE-Mercosul: veja produtos agrícolas que terão benefício imediato

