O governo do Reino Unido tomou medidas contra a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e outro grupo ligado a Teerã nesta segunda-feira (13), após uma série de ataques antissemitas nas ruas britânicas, utilizando novas ações destinadas a combater ameaças com apoio estatal.
A medida proíbe o apoio a esses grupos e garante à polícia e às agências de inteligência novos poderes para combater quaisquer ameaças ligadas a eles.
“Essas novas medidas facilitarão o processo judicial e a prisão de qualquer pessoa que realize o trabalho sujo deles aqui no Reino Unido”, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer em comunicado.
O IRGC (Corpo de Guardas da Revolução Islâmica), que já está sujeito a sanções britânicas, tem atuado como uma força militar leal ao líder supremo da República Islâmica desde que foi criado após a Revolução Islâmica de 1979.
O Reino Unido afirmou que o segundo grupo ligado ao Irã, o Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita, assumiu a autoria de sete ataques relacionados às comunidades judaicas e israelenses e à mídia em língua persa, incluindo o incêndio criminoso antissemita contra quatro ambulâncias da Hatzola em Golders Green, bairro de Londres, em 23 de março.
O governo britânico também designou a agência de inteligência russa GRU como ameaça, utilizando as novas medidas.
As designações precisam ser aprovadas pelo Parlamento antes de entrarem em vigor.
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