O STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu nesta quinta-feira (9), o julgamento sobre a chamada “revisão da vida toda” do INSS para quem havia pleiteado o recálculo da aposentadoria em um período específico.
A Corte já havia decidido contra a tese em junho, no plenário virtual, e agora considera o caso como “transitado em julgado” – ou seja, finalizado e com baixa no sistema.
O placar da votação foi de 7 votos a 3 para rejeitar pedidos feitos pela CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) em favor dos aposentados.
A organização tentava reverter decisão contrária à revisão ou ao menos garantir o pagamento para parte dos beneficiados.
A tese da “revisão da vida toda” buscava incluir, no cálculo dos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), os salários anteriores a julho de 1994, quando foi implantado o Plano Real.
Entenda idas e vindas
O Supremo foi favorável à tese da revisão em dezembro de 2022. Contudo, em abril de 2024, a Corte decidiu afastar sua aplicação, frustrando a expectativa de aposentados e pensionistas.
A mudança de posição foi no julgamento de outra ação, que tratava sobre o fator previdenciário.
Na ocasião, os ministros decidiram que a regra que conta os salários a partir de 1994 é obrigatória e os aposentados não podem escolher o cálculo mais favorável.
O caso tem grande relevância fiscal para a União, que estimou impacto de até R$ 480 bilhões para as contas públicas caso o Supremo concordasse com a revisão dos benefícios.
O Supremo também já decidiu que os segurados não deverão devolver benefícios pagos com base na “revisão da vida toda” até 5 de abril de 2024 – data em que o Supremo decidiu derrubar a tese.
Os honorários e custas judiciais das ações até aquela data também não poderão ser cobrados.
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