Entidades e representantes do setor produtivo brasileiro participaram, nos Estados Unidos, de uma audiência pública promovida pelo governo norte-americano para discutir a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
O evento reuniu diferentes atores econômicos e políticos, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Em entrevista ao CNN Money, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), comentou a participação de Flávio na audiência e avaliou que o discurso teve um caráter predominantemente político.
Segundo Azevêdo, o senador “se manifestou contra as tarifas” e “indicou que a adoção dessas tarifas agora não seria producente nem para um lado nem para o outro”.
Discurso sem detalhamento técnico
Azevêdo destacou que a fala de Flávio Bolsonaro não foi aprofundada do ponto de vista técnico.
“Não foi muito técnico, não entrou em detalhes, não falou de setores específicos ou de produtos específicos”, afirmou.
Para Azevêdo, o senador “fez um discurso mais de tom político mesmo” e, com isso, “deve estar fazendo movimentos para tentar reduzir ou mitigar as medidas norte-americanas”.
Resultado incerto, mas bem-vindo
Apesar das incertezas sobre o impacto concreto da atuação de Flávio Bolsonaro nas audiências, Azevêdo demonstrou abertura ao resultado.
“Se chegou a um resultado que abaixa as tarifas ou que reduz o impacto na economia brasileira, esse movimento é bem-vindo”, declarou.
Ele acrescentou que, independentemente da orientação política de quem promova a iniciativa, o que importa é o benefício para a economia brasileira.
“É difícil dizer qual vai ser o resultado concreto da atuação dele nas audiências“, concluiu Azevêdo.
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