O contrato do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão desta quarta-feira (8) com alta de 5,09% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.052 por tonelada.
Segundo análise da Barchart, os preços registraram a terceira sessão consecutiva de valorização. Em Nova York, o contrato atingiu o maior patamar em seis meses, enquanto, em Londres, as cotações alcançaram o nível mais elevado em sete meses.
O movimento de alta reflete as preocupações com a oferta global após o aumento das chuvas na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores mundiais de cacau. As precipitações intensas provocaram alagamentos em estradas, dificultando o acesso dos produtores às lavouras e aos portos de escoamento.
Além dos impactos logísticos, o excesso de umidade favorece a incidência de doenças como a podridão parda e a podridão negra nos cacaueiros, o que pode reduzir a produtividade das lavouras e comprometer o potencial da próxima safra.
Café
Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas últimas sessões em meio ao movimento de realização de lucros pelos investidores.
O contrato com vencimento em setembro recuou 2,46% e fechou cotado a US$ 3,09 por libra-peso.
Segundo o analista de gerenciamento de riscos da StoneX, Fernando Maximiliano, o mercado deve permanecer volátil nas próximas semanas. Após a forte valorização registrada no início da semana, os preços passaram por um ajuste técnico, com os contratos devolvendo os ganhos nos dois últimos pregões.
Apesar da correção, os fundamentos seguem dando sustentação às cotações. Entre os principais fatores monitorados pelo mercado estão o atraso da colheita nas principais regiões produtoras de café arábica no Brasil e as chuvas, que têm dificultado as etapas de secagem e beneficiamento dos grãos.
Além do cenário brasileiro, os agentes acompanham os efeitos do Super El Niño sobre as áreas produtoras da Ásia. De acordo com Maximiliano, as condições climáticas também podem comprometer a produção de café no Vietnã, maior produtor mundial da variedade robusta, fator que mantém as preocupações com a oferta global da commodity.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar fecharam sem direção única nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (8). Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro recuou 0,20%, encerrando o dia cotado a 15,11 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, a queda ocorreu após um movimento de realização de lucros, já que as cotações vinham renovando as máximas das últimas semanas. A melhora das chuvas de monção na Índia reduziu parte das preocupações com a produção de cana-de-açúcar no país e pressionou os preços.
De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o déficit acumulado de chuvas das monções era de 15% em relação à média até 8 de julho. O resultado representa uma recuperação significativa frente ao cenário observado em 30 de junho, quando o volume de precipitações estava 42% abaixo da média histórica.
A melhora nas condições climáticas reforçou as expectativas de uma recuperação da safra indiana e levou investidores a reduzir posições compradas nos contratos futuros de açúcar.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,76%, fechando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, o mercado acompanhou o fortalecimento do dólar, fator que reduziu a competitividade das commodities negociadas na moeda norte-americana e pressionou as cotações do algodão.
Os dados mais recentes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostraram que as exportações norte-americanas de algodão somaram 1,46 milhão de fardos em maio. O volume foi o maior para o mês em três anos e ficou 15,3% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com abril, porém, houve recuo de 6,9%, indicando desaceleração no ritmo dos embarques.
Suco de Laranja
Os dados mensais do Censo sobre o comércio internacional mostraram 1,46 milhão de fardos exportados em maio, o que representa um aumento de 15,3% em relação ao ano anterior e o maior valor em três anos, mas uma queda de 6,88% em comparação com o mesmo período do ano passado.

