Belo Horizonte – A demora do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em decidir se vai ou não concorrer ao governo de Minas rachou o Partido Liberal (PL) no estado. A pressão aumentou após falas do presidente nacional Valdemar Costa Neto, que pediu que a decisão fosse anunciada de forma célere. Cleitinho, porém, agora quer empurrar a decisão para agosto.
“Diante da aproximação da convenção, a gente está buscando uma posição com o Republicanos para avaliar se fazemos já agora a composição ou se ela fica para um possível segundo turno”, afirmou o deputado federal e ex-presidente do PL Minas Domingos Sávio, que é pré-candidato ao Senado pelo partido.
O temor no PL mineiro é que o prazo fique muito estreito para o anúncio na convenção partidária estadual, que está marcada para o dia 23. Cleitinho afirmou que só tomaria a decisão após a Copa do Mundo, que termina dia 19 deste mês, e agora ameaça demorar mais.
Com isso, algumas lideranças, como o presidente de honra do PL Zé Santana, alegam que a espera já se estendeu por um prazo muito longo e que a legenda deve lançar o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) como cabeça de chapa.
Domingos Sávio defende que, como o PL já aguardou até agora, que espere ainda até o início da semana que vem para que o aliado tome a decisão de sair candidato com o apoio da sigla.
“Tenho ponderado para aguardar mais um pouquinho para ver se é possível ainda viabilizar uma aliança”, disse.
A avaliação é de que uma aliança no primeiro turno pode ser mais benéfica para o PL no pleito. A decisão é estratégica porque dela depende o palanque do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em Minas, um estado-chave para a eleição.
Cleitinho adia mais uma vez anúncio
O senador Cleitinho diz que quanto mais o pressionarem, mais ele vai demorar a anunciar sua decisão. Cenário corroborado por uma fala dele no plenário do Senado nessa terça-feira (7/7), quando deu agosto como prazo para oficializar.
O novo prazo ocorre após as convenções partidárias do PL estadual e nacional, marcadas respectivamente para 23 e 25 de julho.
Aliados afirmam que alguns pontos pesam para que a posição seja retardada. O principal é que a indefinição deixa o senador menos exposto a críticas e a possíveis desgastes junto ao eleitorado.
Outros pontos que pesam são um certo temor dele mudar de lado no balcão, deixando de ser um crítico em meio a outros parlamentares para se tornar a figura central de um governo Executivo.

