Após as fortes altas registradas nas últimas sessões, os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão desta terça-feira (7) em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 9,24%, fechando cotado a US$ 3,17 por libra-peso.
Segundo análise do Barchart, o mercado passou por um movimento de realização de lucros após a expressiva valorização registrada na última sessão, quando as cotações atingiram níveis considerados de sobrecompra. Esse cenário estimulou vendas técnicas por parte dos investidores, contribuindo para a forte desvalorização dos contratos.
Outro fator que pesou sobre o mercado foi a decisão da bolsa de elevar as margens exigidas para a negociação de contratos futuros de café. A medida aumentou o custo para manutenção das posições e incentivou a liquidação de contratos comprados, ampliando a pressão negativa sobre os preços ao longo da sessão.
Cacau
O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão com alta de 1,14%, cotado a US$ 5.759 por tonelada na Bolsa de Nova York.
De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, o principal fator por trás da valorização continua sendo a preocupação com as condições climáticas nos principais países produtores. A possível atuação do fenômeno El Niño aumenta os riscos para as safras do oeste africano, além de Brasil, Indonésia e, em menor escala, Equador.
Segundo o analista, a irregularidade do clima já começa a ser observada no oeste africano, com o excesso de chuvas registrado em junho sendo seguido por uma expectativa de redução das precipitações. Esse cenário pode comprometer o potencial produtivo da região e sustenta a preocupação dos participantes do mercado.
Apesar desse fundamento, Bezzon avalia que a intensidade da alta registrada na sessão anterior foi amplificada por fatores técnicos. Na avaliação dele, o mercado ainda mantém uma posição vendida relevante por parte dos investidores especulativos, favorecendo um movimento de recompra de contratos e acelerando a valorização das cotações.
“O clima continua sendo o gatilho principal para o mercado, mas o movimento observado hoje parece ter sido impulsionado, principalmente, por fatores técnicos”, afirmou o analista.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o pregão em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para outubro recuou 0,53%, fechando cotado a 15,14 centavos de dólar por libra-peso.
Apesar do recuo na sessão, a consultoria Czarnikow destaca que, após o vencimento do contrato anterior, os futuros do açúcar bruto nº 11 voltaram a ganhar força e seguem sendo negociados acima do patamar de 15 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a análise, a recuperação das cotações também alterou o comportamento dos participantes do mercado. Os produtores aproveitaram a valorização recente para ampliar a comercialização, aumentando em 23,2 mil lotes suas posições vendidas.
Na outra ponta, os consumidores finais reduziram a exposição às altas dos preços e liquidaram 28,8 mil lotes de posições compradas, movimento que reflete uma readequação das estratégias comerciais diante da recuperação das cotações.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 3,82%, fechando cotado a 81,29 centavos de dólar por libra-peso.
De acordo com o Barchart, o mercado foi sustentado por um cenário de valorização generalizada dos contratos, que registraram ganhos entre 138 e 245 pontos ao longo do pregão. No ambiente externo, o petróleo bruto avançou US$ 1,87, enquanto o índice do dólar norte-americano também apresentou alta.
No campo, o mais recente relatório progresso de safra, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mostrou que 49% da safra de algodão do país estava em fase de florescimento até o último domingo, índice dois pontos percentuais acima da média histórica. Já 14% das lavouras haviam atingido a fase de formação de cápsulas, em linha com a média dos últimos cinco anos.
O levantamento também apontou piora nas condições das lavouras. A parcela da safra classificada como boa ou excelente recuou de 48% para 46% na última semana. O índice Brugler500 caiu três pontos, para 332, refletindo a deterioração das condições das plantações. Entre os principais estados produtores, as lavouras do Texas perderam qualidade, enquanto a Geórgia registrou melhora.
Suco de Laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 6,00% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,56 por libra-peso.
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