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Tarifaço: diplomacia tenta decifrar demanda dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Tarifaço: diplomacia tenta decifrar demanda dos EUA

A menos de dez dias do prazo para a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, as negociações entre Brasil e Estados Unidos enfrentam um impasse incomum: o governo brasileiro afirma não ter clareza sobre o que, de fato, os americanos exigem para destravar um acordo. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco junto a fontes que participam diretamente das conversas.

Segundo essas fontes, o USTR — órgão de comércio do governo americano — apontou seis temas considerados sensíveis, entre eles o Pix e a produção em áreas desmatadas. No entanto, o órgão não apresentou pedidos específicos.

Brasil faz ofertas sem obter resposta

Diante da ausência de demandas claras por parte americana, o governo brasileiro tem adotado uma postura propositiva nas reuniões.

Sucessivamente, o Brasil apresenta possibilidades de mudanças, ajustes e concessões — como alterações em tarifas ou preferências para determinados setores — na esperança de extrair algum posicionamento dos Estados Unidos. Até o momento, porém, nenhuma dessas propostas recebeu resposta formal.

Na última quinta-feira (2), realizou-se mais uma reunião entre representantes dos dois países para tratar do tema. O Brasil apresentou, mais uma vez, uma série de propostas de ajustes. Os Estados Unidos, até o momento da apuração, não se manifestaram sobre o conteúdo oferecido.

Investigação da Seção 301 vista como “plano B”

Integrantes do governo brasileiro avaliam que a investigação conhecida como Seção 301, conduzida pelo USTR, seria, na prática, um instrumento alternativo para viabilizar juridicamente o tarifaço.

A interpretação é que, após a Suprema Corte americana ter proibido o modelo de tarifas anunciado anteriormente — que atingiu diversos países com alíquotas diferenciadas, penalizando fortemente o Brasil —, a investigação teria surgido como uma via juridicamente mais sólida para aplicar as mesmas medidas.

Além disso, fontes ouvidas por Débora Bergamasco indicam que o governo brasileiro acredita que a questão não é de natureza técnica, mas essencialmente política. A avaliação é que as tarifas refletem opções estruturais da gestão americana, como a política do “America First”, a estratégia de reindustrialização e o objetivo de aumentar a arrecadação por meio das importações.

Próximas reuniões e expectativas baixas

Para esta semana, estão previstas duas reuniões. A primeira, em nível técnico, reunirá funcionários dos dois países com o objetivo de tentar obter algum posicionamento americano. A segunda será realizada em nível mais elevado, entre o ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Jamieson Greer, representante máximo do USTR.

Apesar da expectativa de que essas reuniões tragam respostas às propostas brasileiras, o histórico das negociações não alimenta otimismo.

O governo brasileiro não acredita que os Estados Unidos desistam de aplicar as tarifas de 25%, embora reconheça que o prazo do dia 15 pode ser suspenso ou adiado. O cenário, por ora, segue indefinido.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.