O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou através de um comunicado nesta segunda-feira (6) que recebeu uma ligação de Donald Trump e conversou com o presidente dos Estados Unidos sobre a revisão da expulsão de Folarin Balogun.
O atacante, vale lembrar, havia recebido cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina e, inicialmente, cumpriria suspensão automática nas oitavas de final. No domingo (5), porém, a Fifa suspendeu a punição por um ano em caráter probatório, liberando Balogun para enfrentar a Bélgica.
Em comunicado oficial divulgado, Infantino ressaltou que os órgãos judiciais da Fifa são “independentes” e “operam de forma autônoma”, além de explicar o teor da conversa com Donald Trump.
“Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado”, disse.
“Nesse caso, recebi uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei”, explicou o cartola.
Trump, vale lembrar, confessou que pediu para a Fifa revisar o lance porque “não achou falta”, mas negou qualquer interferência na decisão.
Por fim, Infantino ainda resumiu: “Se gostamos pessoalmente de uma decisão ou não é irrelevante”.
Veja posicionamento de Gianni Infantino
“Eu vi os comentários públicos sobre a decisão do Comitê Disciplinar independente da FIFA relacionada à suspensão de Folarin Balogun, e gostaria de reiterar um princípio fundamental da governança da FIFA.
Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos diante deles. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve sempre ser respeitado.
Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo da FIFA com o Presidente dos Estados Unidos, e nesse caso, recebi uma ligação do Presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei.
Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são emitidas. Às vezes, fico surpreso com elas. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo.
O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Se gostamos pessoalmente de uma decisão ou não é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de Direito é o que protege a integridade de nossas competições e a credibilidade da FIFA em todos os momentos.”
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