A eliminação do Brasil diante da Noruega na Copa do Mundo gerou uma onda de críticas contundentes contra Neymar e contra o trabalho do técnico Ancelotti. Em debate no programa Convocação CNN, os comentaristas Jairo Nascimento e Raul Moura analisaram os fatores que levaram ao precoce fim da participação brasileira no torneio.
Neymar no centro das críticas
Jairo foi enfático ao responsabilizar Neymar pela atuação contestada. “Eu coloco no seu colo a representação do fracasso da Seleção Brasileira, que cedeu à pressão de ter um jogador lesionado, que não entrega alto nível de futebol há anos”, afirmou. Segundo ele, Neymar “preferiu bater boca com o goleiro, provocar, arrumar confusão, enquanto o Brasil estava sendo eliminado diante da Noruega”, seleção que ocupa a décima nona posição no ranking da Fifa.
Jairo Nascimento destacou ainda que esta foi a quarta participação de Neymar em uma Copa do Mundo e que, com exceção da edição de 2014 — quando o jogador foi vítima de uma entrada violenta — “o Neymar não ofereceu o que prometeu ao longo dos anos”. Para o comentarista, em 2018, 2022 e agora em 2026, o jogador “entrou em campo, jogou mal, arrumou confusão” e colocou o projeto pessoal acima do objetivo coletivo da seleção.
Erros táticos e o fim de uma geração
Raul Moura também foi contundente em suas análises. Para ele, o Brasil não apresentou um bom desempenho em nenhuma partida da Copa, com exceção do jogo contra a Escócia. O comentarista criticou duramente as escolhas de Ancelotti, especialmente a insistência no esquema 4-2-4 e a decisão de escalar Gabriel Martinelli como um meio-campista. “O time perdeu totalmente o meio-campo, ficou exposto, ficou aberto. O meio-campo da Noruega desfilou contra o Brasil”, afirmou Raul, citando atuações de destaque de jogadores noruegueses como Odegaard.
Ele também criticou a ausência de Vinícius Júnior na cobrança do pênalti decisivo, comparando com outros craques mundiais que assumiram essa responsabilidade em suas seleções. “Bruno Guimarães devolveu o pênalti”, lamentou. O comentarista ainda mencionou nomes como Casemiro, Danilo e Alisson ao se referir ao encerramento de um ciclo. “Graças a Deus é o fim de uma geração fracassada”, declarou, classificando o período como marcado por “vexame atrás de vexame em Copa do Mundo” e apontando que a CBF e o futebol brasileiro precisam se reorganizar para evitar novos fracassos nas próximas edições do torneio.
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