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Morta-viva? Nathalia Dill comenta mistério de Francesca em “Quem Ama Cuida”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Morta-viva? Nathalia Dill comenta mistério de Francesca em “Quem Ama Cuida”

Na dramaturgia brasileira, o realismo fantástico e os mistérios psicológicos sempre tiveram um lugar especial no coração do público. Em “Quem Ama Cuida”, atual trama do horário nobre da TV Globo, não tem sido diferente.

Encarnando a enigmática Francesca, uma figura que, até o momento, transita entre a presença absoluta para Otoniel (Tony Ramos) e a invisibilidade total para os demais personagens, a atriz Nathalia Dill, 40, tem visto a criatividade dos telespectadores explodir nas redes sociais.

Em entrevista à CNN Brasil, a artista conta que o burburinho e as especulações são o termômetro perfeito de que o mistério fisgou quem está do outro lado da telinhas. “As teorias são maravilhosas. O público está muito criativo. Já li interpretações completamente diferentes umas das outras, e isso é um sinal de que a personagem está cumprindo seu papel”, diverte-se.

Muito longe de se incomodar com os palpites, ela acompanha de perto a recepção do público e o jogo de adivinhação que move o enredo desenvolvido por Walcyr Carrasco e Claudia Souto.

“Algumas pessoas têm certeza absoluta de quem ela é, enquanto outras enxergam significados muito mais simbólicos. Eu me divirto acompanhando essas leituras porque muitas vezes elas revelam mais sobre quem está assistindo do que sobre a própria Francesca. A própria trama do ‘quem matou?’ faz o público pensar, estimula o pensamento coletivo e faz as pessoas comentarem umas com as outras. Isso é novela”, acrescenta.

Questionada sobre qual recado Francesca daria para os outros papéis que não conseguem vê-la, Nathalia diz: “Nem tudo é o que parece ser”.

Francesca (Nathalia Dill) e Otoniel (Tony Ramos) em "Quem Ama Cuida"
Francesca (Nathalia Dill) e Otoniel (Tony Ramos) em “Quem Ama Cuida” • Globo/ Estevam Avellar

Mas afinal, qual é real natureza de Francesa?

O próprio título da obra carrega uma dualidade que se reflete na personagem. Seria uma forma de cuidado, uma assombração do passado ou apenas uma projeção da mente de Otoniel? Segundo a atriz, há uma riqueza enorme nessa indefinição.

“O mais interessante é que ela pode representar um pouco de tudo isso ao mesmo tempo. Acho que a Francesca surge como uma oportunidade de transformação. Ela provoca o Otoniel a olhar para dentro, a revisitar sentimentos e questões que talvez estivessem adormecidos”, analisa.

Para a atriz, a força da personagem está justamente em instigar, e não em entregar soluções fáceis: “Gosto de pensar que na relação entre eles ela não está ali para dar respostas, mas para fazer perguntas.”

Pegando carona no grande mistério da trama, é quase impossível não se perguntar: como seria experimentar esse “superpoder” fora das telas? Se pudesse ficar invisível por um dia no mundo real, Nathalia Dill confessa que deixaria a espionagem de lado e usaria o tempo para exercitar seu olhar de artista sobre o cotidiano.

“Eu acho que a ideia de espiar alguém perde a graça muito rápido. Mas confesso que adoraria observar alguns lugares sem ser notada. Talvez passar um dia inteiro em uma praça movimentada, um festival de música, num parque de diversão ou algo assim, curtindo ao mesmo tempo que observo as pessoas e suas histórias”, reflete a atriz, entregando seu encantamento pela vida real: “Acho que a vida real já é fascinante o suficiente.”

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