A Ucrânia atingiu uma fábrica de produtos químicos na cidade de Tula, no oeste da Rússia, pela segunda vez em duas semanas, como parte de uma grande onda de ataques de drones durante a noite, segundo canais russos e ucranianos no Telegram.
O governador regional, Dmitry Milyayev, informou que uma instalação industrial em Novomoskovsk, a 200 km ao sul de Moscou, foi danificada.
Várias reportagens identificaram o local como a fábrica Azot, descrita pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, como fundamental para a produção de explosivos da Rússia.
A Azot, que se apresenta como a maior produtora de amônia e fertilizantes nitrogenados da Rússia, já havia sido atingida em 14 de junho, segundo Zelensky.
Milyayev afirmou que linhas de energia na região de Tula também foram danificadas e uma mulher ficou ferida.
A Ucrânia intensificou os ataques com drones em território russo neste ano, como parte de uma estratégia para causar prejuízos econômicos e minar a capacidade de Moscou de sustentar a guerra. Os alvos incluíram refinarias de petróleo, terminais e portos, bem como instalações industriais.
Em alguns casos, o país realizou ofensivas repetidas ao mesmo local em um intervalo de poucos dias ou semanas, prejudicando os esforços para reparar danos e retomar as operações.
A agência de notícias estatal TASS informou que a quantidade de drones lançados pela Ucrânia foi a maior deste ano.
O Ministério da Defesa da Rússia declarou que 660 drones foram destruídos sobre 12 regiões russas e a Crimeia, território que a Rússia anexou da Ucrânia em 2014.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.
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