O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o tema da segurança será prioridade de sua campanha. Durante agenda na capital paulista, nesta quinta-feira (25), Haddad anunciou o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) como pré-candidato a vice-governador em sua chapa.
Ao lado de França, o ex-ministro disse que apresentará um plano para combater a violência no estado. “A segurança vai ser prioridade, nós vamos apresentar um plano de segurança, eu já alinhei algumas características desse plano que nunca foi feito da forma que vai ser“, afirmou.
Haddad ainda ressaltou as competências de França para atuar com políticas públicas e consolidar o plano do governo além da capital. “Ele tem efetivamente credenciais que o habilitam a atuar de maneira ampla e irrestrita, porque é uma pessoa que conhece o estado como pouca gente conhece“, disse.
Em sua fala, França criticou a atual gestão citando uma falta de projetos memoráveis. “Se você perguntar qual a marca de São Paulo hoje, talvez seja a venda da Sabesp e o pedágio Free Flow. […] O Tarcísio também tem (qualidades), mas ele é uma pessoa menor do que a cadeira do governo de São Paulo, alguém que precisa de uma orientação para poder pedir, precisa de autorização do chefe para poder pedir”, disse o ex-ministro.
Definição de vice marca fim de entrave na esquerda
A confirmação do nome de Márcio França na chapa vêm após um entrave sobre quais nomes iriam ao Senado no campo político da esquerda, que além de França contava com os nomes da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e da ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB).
Em entrevista à CNN, França havia afirmado que situação entre aliados gerava perda de tempo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. “Nós estamos perdendo tempo. O Tarcísio tem andado por aí com os candidatos dele em conjunto. Não temos feito isso porque fica uma situação delicada“.
Como mostrou a CNN, no entendimento do presidente Lula, a entrada de França como vice de Haddad garantirá palanque ao PT em São Paulo no segundo turno das eleições. A expectativa, segundo petistas, é que o pessebista ajude o ex-ministro da Fazenda a conseguir votos no interior do estado, onde Haddad costuma ter menos votos.

