Vinícius Júnior foi apontado como o grande protagonista da vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia por 3 a 0, em jogo pela terceira rodada da Copa do Mundo. Decisivo e participativo durante toda a partida, o atacante comandou a pressão ofensiva do Brasil e consolidou sua posição como principal referência do time.
O comentarista Raul Moura foi enfático ao avaliar o desempenho da Seleção. Para ele, embora o adversário tenha apresentado um nível muito abaixo do esperado, isso não diminui a qualidade da atuação brasileira. “A Escócia ontem foi muito abaixo. Na parte ofensiva, muito fraca, muito pobre, não surtiu nenhum perigo à Seleção Brasileira”, afirmou. Ele acrescentou, porém, que o fraco desempenho do adversário não justifica sozinho a boa partida do Brasil.
Pressão ofensiva e gols
Raul destacou que três dos quatro gols marcados pelo Brasil — incluindo um anulado de Vini Jr. — nasceram de recuperações de bola ainda na saída de jogo da Escócia, fruto de uma pressão pós-perda intensa. Rayan também foi elogiado pelo comentarista, que ressaltou a evolução do jovem jogador em relação à estreia. “O Rayan foi muito bem ontem. Depois de uma estreia ruim contra o Haiti, já estava bem mais tranquilo, mais leve no jogo, participou bem e quase marcou um golaço”, disse.
Raul Moura também ressaltou que Rayan surpreendeu ao ganhar a posição que muitos esperavam que fosse de Luiz Henrique, após a lesão de Raphinha. A atuação segura e destemida do jovem foi destacada como um ponto positivo para a campanha brasileira.
Vini Jr. acima de Neymar
O comentarista foi direto ao falar sobre a hierarquia dentro da equipe verde-amarela. “O protagonista do Brasil, a gente tem que entender e aceitar isso, é o Vinícius Júnior. Não adianta querer ficar falando de Neymar quando tem um Vini jogando muita bola com a camisa da Seleção”, declarou Raul Moura.
Sobre a entrada de Neymar no segundo tempo, a avaliação foi negativa. Raul apontou que o jogador entrou “mal demais, fora de ritmo, pesado, lento”, perdendo a posse de bola aproximadamente nove vezes nos 15 minutos em que esteve em campo. O comentarista reconheceu, no entanto, que a falta de ritmo é natural após mais de um mês sem jogar, e que a participação era necessária para que Neymar recuperasse o mínimo de condição física para os próximos jogos da competição.
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