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Chuvas em São Paulo superam média do mês em 24h e deixam um morto

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Chuvas em São Paulo superam média do mês em 24h e deixam um morto

Alguns municípios do estado de São Paulo registraram, em apenas 24 horas, volumes de chuva equivalentes ou até superiores ao esperado para todo o mês de junho. Os temporais entre terça-feira (23) e quarta-feira (24) provocaram desabamentos, erosões, alagamentos e deixaram uma pessoa morta na capital paulista.

Dados do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) mostram que os acumulados atingiram níveis excepcionais em diversas cidades. O caso mais extremo foi registrado em Cerquilho, no interior, onde choveu 113 milímetros em um único dia, o equivalente a 178% da média histórica de junho, de 63,5 milímetros.

Em Itupeva, o acumulado chegou a 98 milímetros, superando os 90,8 milímetros previstos para todo o mês. Já em Jundiaí, foram registrados 105 milímetros, acima da média mensal de 99,5 milímetros.

Outras cidades também registraram volumes expressivos. Em Santo André, no ABC Paulista, a chuva acumulada em 24 horas correspondeu a 67% da média de junho.

Em Santos, no litoral sul, o índice alcançou 74%, enquanto São Sebastião registrou 60% do total esperado para o mês. Na capital paulista, os 94 milímetros registrados representam mais da metade da precipitação média prevista para junho.

Na zona leste da cidade de São Paulo, um imóvel utilizado como habitação coletiva desabou durante a madrugada desta quarta-feira no bairro do Cangaíba. Duas pessoas foram retiradas dos escombros pelo Corpo de Bombeiros. Uma delas morreu no local, enquanto a outra sofreu ferimentos leves.

Segundo a Defesa Civil, o imóvel foi interditado e 37 moradores passaram a receber atendimento da assistência social para acolhimento em abrigos temporários.

Veja imagens:

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    De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de dez pessoas habitavam a casa que desmoronou. • Reprodução/Defesa Civil

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    Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas. • Reprodução/CBPMESP

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    O primeiro pavimento do local desabou em uma área de aproximadamente 30 m² e deixou três vítimas soterradas. • Reprodução/CBPMESP

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    A Defesa Civil informou que o local foi interditado. • Reprodução/CBPMESP

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    Cerca de 37 pessoas, entre adultos e crianças, devem ser destinadas a vagas em abrigos com disponibilidade. • Reprodução/Defesa Civil

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    Há a previsão de uma nova vistoria técnica a ser realizada pela Subprefeitura da Penha. • Reprodução/CBPMESP

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    A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa) como desabamento e morte suspeita. • Reprodução/Defesa Civil

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    O caso ocorreu em um cortiço na rua Engenheiro Costa Ourique, em Cangaíba, na zona Leste de São Paulo. • Reprodução/Defesa Civil

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    Para retirar materiais e auxiliar no resgate das pessoas, equipes do Grupo de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas foram acionadas. • Reprodução/Bruno Teixeira

Também na capital, no bairro Cidade Dutra, na zona sul, uma enxurrada atingiu cerca de dez moradias após o extravasamento de águas pluviais por uma escadaria de acesso a uma viela. O desabamento parcial de uma residência e o risco estrutural em outras três deixaram aproximadamente 60 pessoas desalojadas.

Em Cajamar, na Grande São Paulo, uma erosão causada pelo rompimento de uma galeria de drenagem provocou o desabamento parcial da Rua Padre Luiz Chispim, no bairro Polvilho. Um veículo caiu na cratera aberta pela força da água, mas ninguém ficou ferido.

Situação semelhante foi registrada em Ribeirão Pires, onde o afundamento do solo abriu uma cratera na Rua João Dicieri, no bairro Parque Aliança. Outro veículo caiu no local, também sem vítimas.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo diz que mantém o monitoramento das condições meteorológicas e alerta para a continuidade do tempo instável. A previsão indica novas pancadas de chuva ao longo desta quarta-feira, acompanhadas por rajadas de vento e descargas elétricas.

O órgão alerta para o risco de novos alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos de terra, especialmente em áreas vulneráveis. A recomendação é que a população evite áreas alagadas, mantenha distância de córregos e rios e acompanhe os alertas emitidos pelos órgãos oficiais.

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