A oitiva ocorreu de forma presencial, na casa de Bolsonaro, em Brasília. Uma equipe formada por um delegado e agentes da Polícia Civil esteve no local para coletar as informações. Os agentes permaneneram no locla por cerca de 40 minutos. A defesa do ex-presidente também acompanhou o interrogatório.
Em via de regra, o depoimento não deve ser enviado de forma automática ao STF (Supremo Tribunal Federal), pois o caso tramita na esfera do DF. Existe, porém, a expectativa que o ministro Alexandre de Moraes requisite o material da oitiva.
O depoimento ocorreu na véspera do prazo limite de 90 dias de prisão domiciliar humanitária temporária concedido por Moraes a Bolsonaro, que vence nesta quarta-feira (24). O depoimento sobre a arma pode impactar na nova decisão do magistrado.
Entenda
Na madrugada do dia 15 de junho, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, em blitz, uma arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O aparato estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que conduzia um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Na abordagem, um dos policiais avistou o armamento e pediu explicações a Estácio. O militar afirmou que a pistola seria levada para reparo e depois devolvida ao proprietário. Na apreensão da arma, a polícia constatou que ela estava registrada no nome de Bolsonaro.
Em esclarecimento enviado ao STF, a defesa de Bolsonaro confirmou que a arma de fato pertence ao ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro teria constatado uma falha na pistola e solicitado o conserto dela a Estácio, que possui expertise no tema.
A defesa argumenta ainda que, apesar da condenação por tentativa de golpe, não houve determinação judicial para que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse os registros, o que afasta qualquer irregularidade quanto à posse do objeto.

