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PT vê risco de efeito duradouro em situação envolvendo Jaques Wagner

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
PT vê risco de efeito duradouro em situação envolvendo Jaques Wagner

A pressão para que Jaques Wagner (PT-BA) deixe a liderança do governo no Senado tem se intensificado. Ao mesmo tempo, é crescente a discussão sobre qual nome será o substituto do senador caso ocorra a saída.

Ao Hora H desta segunda-feira (22), a analista de Política Julliana Lopes destacou que a figura de Jaques Wagner é central em um tabuleiro político de grande dimensão no Partido dos Trabalhadores.

“Pode ser um perfil que vá facilitar a vida do PT e a articulação com Davi Alcolumbre no Senado, mas também pode ser um perfil que vá ganhar uma projeção maior se for candidato para as eleições de 2026″, destacou Julliana.

Nomes como Tereza Leitão (PT-PE), Camilo Santana (PT-CE) e Rogério Carvalho (PT-SE) foram citados como possíveis substitutos. “São atores políticos que podem ganhar uma dimensão muito grande se estiverem nessa disputa”, afirmou a analista.

Julliana ressaltou que a oposição tem associado fortemente o caso Master ao governo Lula. Na avaliação do PT, essa narrativa que a oposição adotou nas redes sociais torna difícil aliviar a crise apenas com a troca de liderança.

Além disso, na Bahia, o que se observa é um silêncio por parte de opositores do PT nas disputas eleitorais de 2026, como o ex-deputado ACM Neto (União-BA) e o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, João Roma (PL-BA).

“A gente tem um universo político com receio do que pode acontecer, a gente não sabe para onde vai essa crise, quem ela vai expor. Temos elementos na Bahia, que disputam com Jaques Wagner, que estão mais silenciosos”, afirmou Julliana.

Pressão política crescente

Segundo Pedro Venceslau, o movimento de pressão pela saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado começou com o vice-líder do governo na Câmara, Rogério Corrêa (PT-MG), e se expandiu para outros deputados do PT e de outros partidos, como o PSOL.

O entorno de Lula e a SECOM também passaram a pressionar para que o senador tome a iniciativa de deixar o governo.

Venceslau lembrou que, na semana anterior, o próprio senador concedeu uma entrevista para a Band News para se defender pessoalmente. Na ocasião, Wagner declarou que Lula havia lhe telefonado em solidariedade e que não deixaria o cargo.

“Aquilo ali tornou mais difícil uma saída honrosa dele, pela porta da frente, segundo os petistas”, afirmou Venceslau, também em participação no Hora H.

O analista mencionou que Alberto Cantalice, figura histórica do PT no Rio de Janeiro e ligado à Fundação Perseu Abramo (braço teórico do PT), também sugeriu que Wagner pedisse licença da liderança.

Cantalice citou como precedente o afastamento temporário de Henrique Hargreaves durante o governo Itamar Franco, no começo da década de 1990. Após a prova de que Hargreaves era inocente da acusação de corrupção no Orçamento, ele retomou o cargo como ministro da Casa Civil de Itamar.

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