Não é tarefa simples explicar que os gênios também falham. Como aconteceu com Lionel Messi nesta segunda-feira (22), em Dallas, no confronto com a Áustria.
Acostumados a presenciar o craque praticando a “rotina do extraordinário”, como bem definiu o jornalista argentino Juan Pablo Varsky, espanta ver Messi cobrar um pênalti para fora em um jogo de Copa do Mundo.
Poderia ter sido o gol que o transformaria no maior artilheiro da história dos Mundiais.
A penalidade desperdiçada foi um retrato da Argentina na primeira metade da etapa inicial. Nervosa, especialmente após o erro de seu astro, não conseguia encaixar sequências de passes e desacelerar o jogo, característica da equipe de Lionel Scaloni.
Contudo, se existem críticos das pausas para hidratação implementadas pela Fifa, esses críticos, ao menos nesta segunda, não serão argentinos.
A parada fez bem à atual campeã mundial, que voltou melhor e mais concentrada. Com paciência, passou a trocar mais passes, dominou a posse de bola e enfim se reencontrou com sua forma de jogar. Os austríacos, que haviam começado bem o duelo, passaram a assistir aos argentinos.
E foi em uma jogada tipicamente argentina que a Albiceleste abriu o placar. Passes curtos, um cruzamento para trás, corta-luz de Almada e gol de Lionel Messi. Golaço coletivo, com o toque do gênio.
Em uma etapa final que teve muito mais controle da Argentina do que nos 45 minutos iniciais, coube a ele, mais uma vez, deixar o seu, já nos acréscimos.
Já são 18 gols em Copas do Mundo, o maior goleador da história do torneio. Os três pênaltis perdidos em Mundiais servem para lembrar que os gênios também falham. Mas só de vez em quando. O normal para Messi é manter, mesmo às portas dos 39 anos, a rotina de impressionar.
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