A candidata de direita Keiko Fujimori ampliou sua pequena vantagem sobre o adversário de esquerda Roberto Sánchez na disputada corrida presidencial do Peru nesta terça-feira (16), enquanto a contagem de milhares de votos contestados avançava lentamente.
Fujimori recuperou a liderança na corrida em meados da semana passada, impulsionada pelos votos do exterior, e na noite desta terça-feira estava com 50,100% dos votos, contra 49,900% de Sánchez.
Até o momento, 99,152% dos votos foram apurados, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru.
Segundo o engenheiro de computação Gonzalo Marquez Palacios, os dados atuais mostram que Fujimori venceria com uma vantagem entre 47 mil e 56 mil votos em qualquer cenário, não havendo possibilidade de alteração dos resultados.
A junta eleitoral do Peru começou a revisar as cédulas contestadas do segundo turno das eleições de 7 de junho na última quinta-feira (11). Os resultados oficiais ainda podem levar dias ou semanas para serem anunciados, de acordo com as autoridades, naquela que é uma das eleições mais acirradas da história do país.
Sánchez viajou no fim de semana para a região andina de Cusco, um de seus redutos eleitorais, onde se encontrou com apoiadores e disse ter “suspeitas” sobre a recontagem dos votos.
Na semana passada, Sánchez solicitou a invalidação de cerca de 400 mil votos do exterior, alegando irregularidades no transporte. O pedido foi rejeitado pelas autoridades.
Nos últimos dias, os apoiadores de Sánchez realizaram marchas contra a junta eleitoral na capital Lima, atendendo aos apelos do candidato de esquerda para “defender o país”. As manifestações, que reuniram centenas de participantes, foram pacíficas.
Após o segundo turno das eleições, as missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia concordaram, em coletivas de imprensa separadas, que a votação transcorreu normalmente e, diante do resultado apertado, recomendaram que o país aguardasse a apuração oficial.

