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O que o Brasil aprendeu com Haiti x Escócia? Cinco lições para Ancelotti

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
O que o Brasil aprendeu com Haiti x Escócia? Cinco lições para Ancelotti

A vitória da seleção da Escócia sobre o Haiti por 1 a 0, em Boston, na primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, deixou pistas importantes para o Brasil de Carlo Ancelotti. Depois do empate por 1 a 1 com o Marrocos, a equipe brasileira terá pela frente justamente os dois adversários que se enfrentaram no sábado (13): primeiro o Haiti, na Filadélfia, e depois a Escócia, em Miami.

O confronto mostrou virtudes e limitações das duas seleções e pode servir como material de estudo para a comissão técnica brasileira. A seguir, cinco lições que o Brasil pode tirar da partida.

1. O Haiti não deve adotar postura defensiva

Mesmo diante de uma seleção europeia mais tradicional, o Haiti não se fechou. A equipe caribenha terminou a partida com mais posse de bola e mais finalizações, demonstrando personalidade para propor o jogo.

A tendência é que os haitianos também tentem atacar o Brasil, especialmente porque uma derrota pode complicar suas chances de classificação. Isso pode abrir espaços para jogadores rápidos da Seleção explorarem contra-ataques e transições ofensivas.

2. O lado esquerdo haitiano merece atenção

Uma das principais armas ofensivas do Haiti foi o lateral Martin Expérience. O jogador de 27 anos participou ativamente das ações pelo corredor esquerdo, avançando com velocidade e oferecendo opções constantes de apoio ao ataque.

A movimentação do atleta pode exigir atenção especial do sistema defensivo brasileiro, principalmente nas coberturas e recomposições pelo setor.

3. Neutralizar Pierrot é meio caminho andado

Referência ofensiva do Haiti, Frantzdy Pierrot foi bastante procurado pelos companheiros durante a estreia. O centroavante atua como ponto de apoio e principal finalizador da equipe.

Apesar da boa marcação escocesa ter limitado suas oportunidades, o atacante mostrou presença constante na área. Para o Brasil, controlar o camisa 9 pode ser fundamental para reduzir o volume ofensivo do adversário.

4. A Escócia sabe sofrer sem perder a organização

Se o Haiti chamou atenção pela ousadia, a Escócia impressionou pela disciplina tática. Após abrir o placar, a equipe administrou a vantagem com linhas compactas e forte capacidade de marcação.

O comportamento mostrou uma seleção madura, capaz de adaptar o plano de jogo conforme as circunstâncias da partida. Caso o Brasil precise enfrentar os escoceses em um cenário decisivo pela classificação, poderá encontrar um adversário difícil de desmontar.

5. McGinn é o jogador mais perigoso dos escoceses

Autor do gol da vitória, Jhon McGinn confirmou seu papel como principal referência ofensiva da Escócia. Embora seja meio-campista, o jogador tem grande capacidade de infiltração e costuma aparecer na área para finalizar.

Além do gol marcado, ele ainda criou outra oportunidade clara durante a segunda etapa. O histórico também reforça sua importância: McGinn é o maior goleador do atual elenco escocês pela seleção.

Olho na classificação

O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira (19), contra o Haiti, em Filadélfia. Uma vitória pode deixar a equipe de Carlo Ancelotti muito próxima da vaga no mata-mata. Já a Escócia encara o Marrocos no mesmo dia, em Boston, em duelo que também pode influenciar diretamente a situação do Grupo C.

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