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BCE: não há sinais de alívio na inflação mesmo que Ormuz reabra em breve

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
BCE: não há sinais de alívio na inflação mesmo que Ormuz reabra em breve

O membro do Conselho do Banco Central Europeu, Joachim ​Nagel, afirmou nesta segunda-feira (15) que ​não haverá alívio imediato do aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levará meses para que o abastecimento de petróleo se recupere ao nível pré-guerra.

Autoridades dos EUA e do ⁠Irã anunciaram que chegaram ​a um acordo para encerrar a guerra e ​reabrir o estreito, porta de entrada para o transporte de ⁠energia, em um pacto preliminar ⁠que fez com que os preços do petróleo ​caíssem.

Mas ‌Nagel reafirmou sua opinião de que todas as opções — ou ⁠seja, tanto manter as taxas de juros estáveis quanto aumentá-las — permanecem em aberto para a próxima reunião de política monetária do banco ‌central, ⁠de 22 ‌a 23 de julho.

“Não há alívio à vista no futuro próximo”, disse Nagel. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz ⁠volte a ser navegável em breve, ⁠levará meses para que o abastecimento de petróleo retorne ao normal.”

O BCE ‌elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos na semana passada para tentar conter a inflação antes que o aumento nos custos de energia — que se ‌seguiu a uma interrupção sem precedentes no abastecimento ligada à guerra no Irã — espalhe-se ainda mais pela economia da ⁠zona do euro.

Nagel disse que deve ser esperado outro aumento da inflação quando as medidas governamentais para limitar as altas ​dos preços da energia expirarem.

Essas medidas, que incluem um desconto ​no preço do combustível nos postos na Alemanha, reduziram a taxa de inflação na zona do euro em 0,4 ponto percentual em maio, disse Nagel.

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