O ex-zagueiro Marcelo Gonçalves, que disputou a Copa do Mundo de 1998 com a Seleção Brasileira, avaliou as perspectivas do Brasil para a estreia no torneio, marcada para este sábado (13), diante do Marrocos. Em entrevista à CNN, Gonçalves destacou que Carlo Ancelotti deve priorizar uma organização defensiva sólida, aproveitando a velocidade dos atacantes para os contra-ataques.
Para Gonçalves, o plano de jogo de Ancelotti já está bem definido. “Ele deve optar por manter uma linha defensiva fortalecida com o Danilo na direita, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alexandre, porque são jogadores reconhecidos no futebol europeu e mundial, e isso tem um peso quando você vai jogar uma Copa do Mundo”, afirmou.
Neymar como peça-chave no setor ofensivo
Gonçalves ressaltou que a presença de Neymar, caso esteja recuperado, pode ser determinante para as soluções ofensivas da equipe.
“A gente não pode deixar de lembrar que o Neymar, estando recuperado, deve ser esse jogador, esse número 10, esse meio ofensivo para encontrar as soluções ofensivas com rapidez e inteligência, para colocar os atacantes na cara do gol”, disse. O ex-zagueiro também citou Vini Júnior, Rafinha, Matheus Cunha, Luiz Henrique, Igor Thiago e Endrick como opções para o setor de ataque, enquanto Bruno Guimarães, Casimiro e Paquetá formariam o meio-campo.
Preocupação defensiva e referência dentro de campo
O ex-zagueiro reconheceu que a fragilidade defensiva da Seleção nos últimos jogos é uma preocupação real.
“Para a Copa do Mundo, você tem que procurar ter uma solidez defensiva para poder contra-atacar, já que nós temos esses jogadores com muita velocidade pelas laterais”, ponderou.
Gonçalves também destacou a importância de ter uma referência técnica como Neymar no elenco, traçando um paralelo com a geração de 94, 98 e 2002. “Ter jogadores com essa referência influencia muito e é muito importante para uma possível conquista de uma Copa do Mundo”, afirmou, lembrando que aquela geração foi a única da história do futebol brasileiro a chegar a três finais consecutivas de Copa do Mundo.
Marrocos evoluiu, mas Brasil é favorito
Questionado sobre a evolução da seleção marroquina desde 1998, quando o Brasil venceu por 3 a 0, Gonçalves reconheceu que a diferença entre as equipes diminuiu consideravelmente.
“Essa diferença hoje em dia se encurtou. No último jogo contra o Marrocos, que era amistoso depois da Copa do Mundo de 2022, nós fomos derrotados por 1×0”, recordou. O ex-zagueiro destacou que o Marrocos mescla jogadores experientes, como Hakimi, do Paris Saint-Germain, com novos talentos, como Dias, do Real Madrid, e Rassal, do Manchester United. Apesar disso, Gonçalves disse acreditar em uma vitória brasileira.
“Eu acredito numa vitória da seleção brasileira, mas vai ser um jogo difícil. O meu palpite é 2×1”, concluiu.
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