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Solitário, macaco ‘Amendoim’ busca parceira sexual no Dia dos Namorados

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Solitário, macaco ‘Amendoim’ busca parceira sexual no Dia dos Namorados

Enquanto milhões de brasileiros celebram o Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), um pequeno primata que vive no sudeste do Pará também aguarda a chegada de sua companheira.

Amendoim, um sauim-de-coleira abrigado no BioParque Vale Amazônia, em Carajás, faz parte de um programa nacional de conservação que busca formar casais reprodutivos para ajudar a salvar da extinção uma das espécies mais ameaçadas do mundo.

A expectativa é que a futura companheira de Amendoim chegue ainda no segundo semestre deste ano.

A busca faz parte de um esforço conjunto de instituições brasileiras e internacionais voltado à proteção do sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie endêmica do Brasil e atualmente classificada como ameaçada de extinção.

De acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), do ICMBio, o sauim-de-coleira possui distribuição restrita ao estado do Amazonas e enfrenta ameaças constantes provocadas pelo desmatamento e pela expansão urbana.

As projeções indicam uma redução populacional de pelo menos 50% nos próximos 18 anos.

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A história de Amendoim

Amendoim chegou ao BioParque em dezembro de 2022, após ser resgatado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/Ibama) de Manaus.

O animal sobreviveu a um ataque de cachorro que matou o primata adulto que estava com ele, possivelmente seu pai.

De pequeno porte, o sauim-de-coleira mede entre 30 e 42 centímetros e pesa de 450 a 600 gramas.
Sua principal característica é a pelagem branca que cobre a cabeça, o pescoço e o peito, formando uma espécie de “coleira” que dá origem ao nome popular da espécie.

Para o veterinário do espaço, Nereston de Camargo, a formação de casais em ambientes controlados é uma ferramenta estratégica para evitar a extinção do animal.

“Localizando uma fêmea, a proposta é viabilizar o pareamento dos indivíduos, buscando ampliar as chances de reprodução. Essa formação de casais e o acompanhamento reprodutivo permitem contribuir com a sobrevivência da espécie”, destacou.