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Opções de Copom crescem mais de 350% no primeiro trimestre, diz CFO da B3

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Opções de Copom crescem mais de 350% no primeiro trimestre, diz CFO da B3

As opções de Copom registraram crescimento superior a 350% no primeiro trimestre do ano, consolidando-se como um dos instrumentos financeiros de maior expansão no mercado brasileiro.

De acordo com o CFO da B3,  André Milanez, o produto, desenvolvido há alguns anos, tem atraído atenção crescente de investidores que buscam se proteger ou antecipar os movimentos de decisão de política monetária.

Como funciona o instrumento

O produto foi criado para permitir que o mercado antecipe os movimentos do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Conforme explicado por Milanez durante entrevista ao programa Números Falam, uma produção do NeoFeed em parceria com o CNN Money. “Este produto é um produto que permite com que o investidor anteveja ou se proteja desses movimentos de ciclo monetário através dessa opção”, afirmou.

Antes do lançamento do instrumento, o mercado já realizava esse tipo de operação, porém de forma considerada pouco eficiente, recorrendo a outros mecanismos, como o mercado futuro. A identificação dessa lacuna, avalia Milanez, motivou o desenvolvimento de uma solução mais adequada ao perfil de proteção buscado pelos investidores.

Perspectivas de crescimento

A tendência é de que o produto continue avançando nos próximos períodos. Segundo o CFO da B3, o desempenho observado reforça a responsabilidade de ampliar continuamente o leque de soluções disponíveis, antecipando demandas do mercado. “O investidor brasileiro vai cada vez mais continuar se sofisticando e, enfim, expandindo a forma como ele atua no mercado financeiro”, afirmou.

Follow-ons somam R$ 13,6 bi no 1º tri e acendem sinal positivo

O mercado de capitais brasileiro registrou cerca de seis follow-ons e quase R$ 14 bilhões captados no primeiro trimestre do ano, além de um IPO, o primeiro após um longo período sem aberturas de capital. Os números acendem sinais positivos, mas ainda não permitem afirmar que o mercado está plenamente destravado.

Follow-ons são operações realizadas por empresas que já possuem capital aberto e retornam ao mercado para captar novos recursos.

A volatilidade característica da economia brasileira é um fator determinante nesse contexto. As janelas de oportunidade para captações “se abrem e se fecham com muito mais rapidez do que acontece em outros mercados”, o que impõe limitações à consolidação de um ciclo favorável mais duradouro.

Pipeline robusto, mas demanda é o gargalo

O problema central identificado não é a falta de empresas dispostas a acessar o mercado. Há entre 50 e 100 companhias no pipeline que poderiam vir a mercado em condições mais favoráveis, sendo que pelo menos 50 delas já possuem registro de companhia aberta aprovado e aguardam o momento adequado para avançar.

“O problema nosso não é de oferta, o problema é de demanda”, afirmou Milanez. Para o investidor local, a taxa de juros influencia diretamente o comportamento. Já para o investidor estrangeiro, fatores geopolíticos e macroeconômicos pesam na decisão. A avaliação do CFO da B3 é de que a janela atual está aberta de forma seletiva, favorecendo projetos com maior solidez, seja para estreias na bolsa ou para captações no mercado de dívida.

Número Falam

O programa Números Falam é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Márcio Kroehn. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45, no CNN Money.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.