Rodrigo Pacheco (PSB-MG) desponta como o nome favorito para assumir a relatoria da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 no Senado Federal. O senador mineiro é descrito como moderado e favorável à proposta, o que o tornaria uma escolha equilibrada para ambos os lados do espectro político.
Segundo apuração da analista de Política Larissa Rodrigues, detalhada no Bastidores CNN desta quarta-feira (10) o senador conta com o apoio tanto do governo quanto da oposição, além de setores produtivos. A informação foi obtida após conversas realizadas diretamente no Congresso Nacional.
O PL e demais partidos de oposição transmitiram formalmente a preferência por Pacheco ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em conversas realizadas na véspera.
Segundo a apuração de Larissa, a oposição sinalizou que aceitaria Rodrigo Pacheco como relator, diferentemente de outros nomes cogitados, como o do senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Embora Carvalho tenha experiência com matérias semelhantes dentro do Senado, a oposição sinalizou que reagiria de forma contrária à sua indicação.
Pessoas ligadas ao próprio Pacheco também foram consultadas e confirmaram que, por ele, a indicação seria bem-vinda. “Ele fala com todo mundo, ele está só na expectativa”, disseram as fontes ouvidas pela analista.
Próximos passos
Para que a escolha seja oficializada, ainda é necessária uma conversa entre Alcolumbre e o Planalto. Segundo Larissa, o presidente do Senado teria sinalizado que consultaria o governo federal se o nome de Pacheco agrada.
Embora a relação entre Pacheco e o Planalto seja descrita como boa, há tensões entre o governo e o atual comando do Senado, o que torna esse encontro um passo decisivo.
Além da definição do relator, parlamentares aguardam que Alcolumbre encaminhe o texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A expectativa, segundo Larissa, é de que essa movimentação ocorra até quinta-feira (11).
A PEC, aprovada no fim de maio na Câmara dos Deputados, prevê o fim da escala 6×1 e o início da escala 5×2, com vigência 60 dias após a aprovação pelo Congresso.

