A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Contrafeixe, que mira integrantes do esquema criminoso envolvido em nos roubos estilo “quebra-vidros” em São Paulo. A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão na capital e mobiliza cerca de 50 policiais civis.
A investigação identificou a cadeia criminosa de receptação usada pelos integrantes da quadrilha para comercializar celulares roubados e furtados em São Paulo.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o modus operandi da quadrilha ocorre por meio da quebra de vidros de veículos parados em congestionamentos para o roubo de aparelhos celulares e posterior revenda no mercado clandestino.
Os celulares receptados tinham como destino uma rede responsável pela comercialização e acesso aos dados armazenados em cada aparelho. As informações exploradas eram utilizadas para fraudes bancárias contra as vítimas.
Conforme a investigação, durante essa fase do esquema os suspeitos realizavam o desbloqueio dos aparelhos roubados — uma vez que possuem maior valor no mercado clandestino — e acessavam aplicativos bancários para a realização de transferências financeiras.
A ação, que segue em andamento, é conduzida pela 2ª Disscpat (Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio), do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e mobiliza, além dos 50 policiais civis, cerca de 22 viaturas.
De acordo com a polícia, os envolvidos respondem pelos crimes de associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto eletrônico.
Batizada de Operação Contrafeixe, o nome referência à chamada “Batalha dos Feixes”, em que aliados passaram a interceptar e decifrar sistemas de comunicação utilizados pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
SP Mobile
Instaurado pela Secretaria de Segurança Pública, o programa SP Mobile reúne ações de prevenção e repressão a furtos e roubos de celulares no estado por meio do rastreamento do IMEI dos aparelhos.
Com base em boletins de ocorrência e informações das operadoras de telefonias, a polícia consegue realizar o cruzamento de dados e identificar os celulares que foram novamente ativados.
De acordo com a SSP, o programa ocorre em três etapas: o usuário do celular ativo é intimado para prestar esclarecimentos; caso ocorra o não comparecimento, equipes policiais realizam diligências para buscar os envolvidos; por fim, os celulares recuperados são entregues aos proprietários.
O objetivo é dificultar a circulação de celulares com restrição ou de origem criminosa que voltaram a ser ativados por terceiros, além de fortalecer o combate ao crime organizado.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

