A mídia oficial iraniana informou que explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, cidades localizadas no sul do Irã, próximas ao Estreito de Ormuz.
A mídia iraniana também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento no importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.
Asaluyeh é uma cidade portuária na província de Bushehr, no sul do Irã, situada na costa norte do Golfo Pérsico.
Momentos antes, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) afirmou que iniciou ataques contra múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo.
O CENTCOM justificou os ataques como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
Novas ameaças de Trump
Trump afirmou que o Exército americano faria novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso”, disse ele a repórteres.
Questionado se isso significa a retomada dos bombardeios, o presidente dos EUA afirmou que sim.
Ele se recusou a descartar ataques à infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, demonstrando frustração com o fato de o Irã ainda não ter assinado um acordo.
Assim, o republicano lamentou a lentidão das negociações para encerrar a guerra, que, segundo ele, ainda estão em andamento.
“Estou trabalhando com o Irã há vários meses. Eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo”, comentou, destacando que os iranianos já concordaram em não obter uma arma nuclear.
“Queremos um acordo que seja significativo, queremos um acordo que funcione”, pontuou Trump.
Em atualização*
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

