Os estrategistas do Bank of America cortaram a classificação do Brasil em seu portfólio de ações para América Latina para “marketweight”, de “overweight”, citando uma perspectiva mais desafiadora para as taxas de juros e expectativas mais fracas para os resultados corporativos.
“O menor espaço para cortes de juros elimina um importante fator doméstico de suporte”, afirmaram em relatório a clientes com data de terça-feira (9), citando que a equipe econômica do banco agora prevê a taxa Selic em 14,25% até o fim de 2026, de 13,25% anteriormente, o que implica apenas um corte adicional em junho, seguido de uma pausa prolongada. A Selic está atualmente em 14,5%.
“Os riscos de inflação permanecem inclinados para cima, em meio à fraqueza do real, enquanto a volatilidade relacionada às eleições está aumentando”, acrescentaram, ponderando que continuam a ver oportunidades específicas.
No portfólio da região, eles afirmaram ter aumentado a exposição a Chile e Colômbia, mantiveram “overweight” para Argentina e “marketweight” para México, assim como alguma exposição ao Peru.

