Após integrar o elenco de “Garota do Momento”, da TV Globo, e estrear nos cinemas em “Eclipse”, o ator Pedro Goifman já tem uma sequência de novos trabalhos pela frente.
Nos próximos meses, o artista estará em “MED”, primeira série médica brasileira da Netflix, além dos longas “A Professora de Francês” e “Não Nasci Pra Esta Cidade” e a série “Tarã”, dos Disney+.
Ainda sem data de estreia na plataforma de streaming, “MED”, que já está está em fase de filmagens, acompanha a rotina intensa de jovens médicos em formação em um hospital universitário, explorando os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Pedro, o trabalho o coloca novamente em contato com um universo do qual ele já conhecia diante de uma experiência pessoal marcante. Durante dois anos, o ator participou do projeto social Chá de Arte, realizando atividades de teatro, mágica, jogos e palhaçaria em uma unidade infantil. A vivência deixou impressões que ele guarda até hoje.
“Sabia que a área da saúde exigia uma sensibilidade muito específica, mas não tinha ideia do quanto é profundo o processo de se doar para o ofício. É uma entrega que se aproxima do trabalho de ator em vários aspectos”, conta à CNN Brasil.

Já com “Eclipse”, disponível nos cinemas de todo o país, Pedro mergulhou em um personagem marcado pela violência e por conflitos familiares, bem distante de figuras mais acolhedoras que já interpretou ao longo da carreira.
“O que me atrai é o desafio. Mergulhar em um personagem diferente e entender de onde vem essa violência, que parece ser carregada por herança. O Felipe foi um mergulho em um abismo do horror, mas que ao mesmo tempo é muito palpável”, comenta.
Enquanto aguarda os próximos lançamentos, Goifman celebra a experiência vivida em “A Professora de Francês”, dirigido por Ricardo Alves Jr. No longa, coproduzido entre Brasil, França e Portugal, ele interpreta Tomaz.
“É um personagem bem distante da minha realidade. Entretanto, ambos somos interessados pela performatividade, pela palavra, pelo pensar”, diz.
O projeto reuniu profissionais de diferentes países e proporcionou ao ator uma rotina de trabalho pouco comum dentro do audiovisual brasileiro. “Estar em um set tão plural culturalmente é muito rico. As línguas diferentes, os jeitos… Gravamos em um set que falava português brasileiro, português de Portugal, francês e inglês”, recorda.
O que vem pela frente
Além dos trabalhos já anunciados, Pedro também integra projetos como Espólio, dirigido por Alexandre Dal Farra, e Terra Roxa, de Maurício Abbade. Neste último, além de atuar, participa do roteiro. A possibilidade de circular por diferentes formatos, linguagens e equipes é algo que o entusiasma tanto quanto os próprios personagens.
“Desejo trabalhar com artistas engajados e apaixonados. Não existe nada melhor do que co-criar e pensar arte em coletivo. O que mais me brilha os olhos é a possibilidade de conhecer novas culturas e, quem sabe, criar com artistas de outros cantos. Mas o que me guia é realmente a arte e fico muito feliz de estar no Brasil, que é tão pulsante”.
O movimento acontece também fora dos sets. Cada vez mais envolvido com a criação de histórias, Pedro tem dedicado parte do tempo ao desenvolvimento de projetos próprios. “Tenho escrito bastante ultimamente. Roteiro, edital, projeto. Criar histórias é algo que tenho praticado cada vez mais”, conclui.
Série acompanha corrida contra o tempo para transplante de órgãos

