O bicheiro Adilsinho, um ex-policial militar e outro investigado foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pela execução do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na zona Sudoeste do Rio.
Como consequência da denúncia, a Justiça concedeu a prisão preventiva do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, do ex-PM Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, e de Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”. Adilsinho está preso em Brasília desde fevereiro deste ano.
De acordo com a denúncia, a vítima foi executada a tiros de fuzil após ser monitorada por integrantes do grupo criminoso por meio de um equipamento de rastreamento GPS instalado clandestinamente em seu veículo.
As investigações revelaram que Bruno Kilier representava uma fabricante de cigarros e teria se tornado um obstáculo aos interesses da organização criminosa liderada por Adilsinho.
O grupo é apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como responsável por tentar monopolizar a comercialização ilegal de cigarros no estado. Segundo o órgão, o crime integra uma série de homicídios relacionados à máfia do cigarro, que também mantém ligações com disputas envolvendo a contravenção do jogo do bicho.
Ainda de acordo com o MP, o ex-PM Rafael é apontado como homem de confiança de Adilsinho e participou da logística do monitoramento e do planejamento da execução. Já “Jefe” teria adquirido, configurado e fornecido o rastreador utilizado para acompanhar os deslocamentos da vítima.
Na decisão que recebeu a denúncia, além da decretação da prisão preventiva dos três acusados, a Justiça determinou a permanência de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima.
“Diante da constatação de que a atividade ilícita supostamente liderada pelo acusado se encontra presente em diversas regiões do Estado, a medida se mostra imprescindível para distanciá-lo do núcleo da organização criminosa, submetendo-o a regime de segurança capaz de obstar o seu poder financeiro e de articulação, de maneira a reduzir sua influência na criminalidade local”, diz o trecho da decisão judicial.
Prisão de Adilsinho
Adilsinho se encontra em presídio federal em Brasília por decisão da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, desde 26 de fevereiro de 2026.
Após manutenção da prisão, realizada pela Polícia Federal, a Justoça ressaltou que um grupo criminoso liderado pelo contraventor praticava homicídios vinculados ao comércio ilegal de cigarros e tinha envolvimento com o “jogo do bicho”, mantendo contato com órgãos de segurança estaduais.
Ele foi transferido para a penitenciária no dia 27 de fevereiro após ser preso na operação conjunta entre a PF e a Polícia Civil do Rio.
Adilsinho foi localizado em uma mansão de luxo na Região dos Lagos após monitoramento por drones e preso durante a operação integrada. Ele foi levado de helicóptero para a sede da Polícia Federal no Rio, onde prestou depoimento e realizou exame de corpo de delito.
Apontado como integrante da cúpula do jogo do bicho e líder de um esquema bilionário de fabricação e distribuição de cigarros falsificados, o contraventor também é investigado por dezenas de homicídios ligados à disputa pelo comércio ilegal.

