O dirigente do BCE (Banco Central Europeu) e presidente do BC da Finlândia, Olli Rehn, afirmou que, embora os riscos inflacionários tenham aumentado, um possível aumento de juros na reunião de junho deve ser visto como “uma medida de precaução”, e não como resposta a pressões inflacionárias já consolidadas.
Em discurso nesta terça-feira (2), ele ponderou que essa avaliação pode mudar caso o conflito no Oriente Médio se prolongue e a transmissão dos preços de energia para salários e para a inflação em geral se mostre mais forte do que a observada até agora.
“É crucial monitorar os dados que forem divulgados com extrema atenção”, defendeu.
Rehn disse que é preciso estar preparado para um conflito prolongado pelo controle do Estreito de Ormuz, apesar do otimismo recente, e classificou a guerra como “essencialmente um choque estagflacionário“: as perspectivas de crescimento enfraqueceram, enquanto a inflação aumentou, ao menos no curto prazo.
“Essa não é uma boa perspectiva para a Europa, mas é uma para a qual devemos estar preparados. Caso os acontecimentos evoluam de forma mais positiva – e eu ficaria muito feliz em estar enganado -, a adaptação será mais fácil”, afirmou.

